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    segunda-feira, 8 de outubro de 2007

    Adoração ao Rei


    Paz de cristo coloquei este artigo interresante sobre adoração


    "Deus é Rei. Na Bíblia, sempre que as janelas dos céus são abertas, Ele está reinando sobre Seu universo. Isaías vê o Senhor em Seu trono, exaltado nas alturas; a orla de Seu manto enche o templo (a casa ou palácio de Deus na terra). Os serafins, Seus guardas angelicais, O adoram: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos, a terra inteira está cheia da Sua glória” (Isaías 6:3b NVI).Isaías está atônito: “ai de mim!”. Seu motivo? Era um homem de lábios impuros, no meio de um povo de impuros lábios. Como ele sabe disso? “Os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos exércitos” (Isaías 6:1-5 NVI).Micaías revela o Senhor “... assentado em Seu trono, como todo o exército dos céus ao Seu redor, à Sua direita e à Sua esquerda” (I Reis 22:19 NVI). A visão que Ezequiel teve do céu inclui um trono, com uma figura divina como que vestida de fogo sobre ele (Ezequiel 1:26-27 NVI). Para Daniel, Deus se assenta em um trono envolto em chamas, entregando todo o domínio sobre um reino eterno ao Filho do Homem (Daniel 7:9-10; 13-14 NVI). No Novo Testamento, João é levado aos céus, diante do trono do Criador, onde anjos O adoravam (Apocalipse 4:1- 11 NVI). E assim segue.O que é verdade para a Bíblia em geral, é verdade para os Salmos em particular. Neles, no livro de orações da Bíblia, nós encontramos adoração ao Rei, digna do Rei. Isso inclui altos louvores, petições ferventes, celebrações no templo, testemunhos audaciosos, sabedoria sã, chamadas à batalha, renúncias íntimas, quebrantamento e corações curados, profecias impetuosas, esperanças seguras.Essas são as formas pelas quais o povo de Deus louva e ora, e é através dessas expressões que somos formados. Quando a revelação de Deus como Rei cai sobre nós, a Adoração se eleva. Essa é a essência dos Salmos."


    Visão de nós mesmos


    Como Calvino diz, conhecer a Deus é conhecer a nós mesmos. Nos Salmos, nossa humanidade é revelada no próprio ato da adoração. Nós descobrimos corações que abandonaram a Deus, soterrados pelo pecado, lutando contra convicções e culpas, nas garras do medo, enraivecidos contra seus inimigos, repletos de dúvidas, esmorecendo na presença de Deus, ansiosos pelo Lar, sofrendo com a fraqueza, doentes e debilitados, aguardando pela morte, esperançosos por vida. Nos assentamos sozinhos na guarita durante a guarda noturna. Nos deitamos em camas de dor. Antecipamos as lutas de amanhã. Experimentamos o abandono, a decepção, as fofocas e a difamação. Nós meditamos sobre a lei de Deus. Nós subimos o Sião com alegria e satisfação. Aprendemos o novo canto da salvação. Vemos as bênçãos de nossos filhos. Sabemos que Deus é governa as nações. Nós sentimos seu coração de Bom Pastor. Nós declaramos suas promessas e alianças. Nós ansiamos pelo triunfo do Messias. Nós descansamos Nele.


    Como então nós aprendemos a adorar essa Soberania dos Salmos? Em primeiro lugar, nós vamos até Ele e nos rendemos, em ato de submissão.


    Em hebraico, a palavra “adorar” (shakah) significa se prostrar, se curvar: “Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador” (Salmo 95:6 NVI). Se prostrar é se entregar, desistir, se tornando fisicamente menor que o Rei. Isso é humilhação. Nós estamos desamparados, na misericórdia do Soberano. É aí que a adoração começa. Ela destrói nosso narcisismo: “o que eu ganho com isso?”. Na adoração, não se fala em receber, se fala em entregar. Nós entregamos nossas vidas a Deus. Se conter é se Revoltar. Se entregar é Adorar: “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás”. (Salmo 51:17 NVI).A vida cristã começa com a adoração (submissão) e confissão: Jesus É Senhor, e eu não (Romanos 10:9). Paulo diz que devemos entregar nossos corpos como sacrifícios vivos, pois “... este é o culto racional de vocês” (Romanos 12:1 NVI). É holístico, incorporado e intencional. Quando nós entregamos nossos corpos perante Deus, Ele nos tem.


    Em segundo lugar, Deus ensinou Israel a nunca vir a Ele de mãos vazias. Assim como líderes de estado honram uns aos outros com presentes, nós devemos trazer nossos presentes a Deus. Nós trazemos a nós mesmos como presentes. Nós trazemos nosso louvor como presente. Nós cantamos a Ele; nós gritamos a Ele (um sonoro grito de vitória): “Aclamem o Senhor todos os habitantes da terra! Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na Sua presença com cânticos alegres” (Salmo 100:1-2 NVI). Nós honramos e exaltamos a Ele como o objeto de nossa adoração. Isso expressa amar a Ele com todo o nosso coração. Nós falamos de sal grandeza, Sua bondade e Sua fidelidade. Nos maravilhamos sobre Seu caráter e Suas obras. Aqui, a adoração de transforma em testemunho.


    Em terceiro lugar, a adoração inclui o nosso pedir, nossos pedidos a Deus. Dallas Willard diz que os pedidos são a essência da oração. Nós os trazemos ao Grande Rei. Vamos a Ele decididos. Vamos a Ele como filhos e filhas.Enquanto pedimos, fazemos isso em nosso nome e em nome de outros. Nós representamos que não conhecem ao Rei. Pessoas que estão tão presas às suas idolatrias e descrenças que não podem ir a Deus por si mesmas. Nós entregamos nossos pedidos, sabendo que a face de Deus está virada em nossa direção. Deus está ansioso em recebê-los e respondê-los pelo nosso bem e pela Sua glória.


    Os Salmos são repletos de batalhas espirituais. Os clamores de Davi por vitória e por vingança não denotam apenas uma vitória sobre os inimigos, mas também uma vitória de Jeová sobre os ídolos de seus inimigos. Esses Salmos apontam para o tempo do cumprimento das promessas encontradas no Antigo Testamento. Eles estão repletos do tema Messiânico, falando da vinda do Cordeiro, que é o tema principal da adoração do povo de Israel. O Rei-Guerreiro irá se levantar, sobrepujar seus inimigos, se identificar conosco em Seus sofrimentos e restaurar totalmente Seu povo, trazendo as nações a Sião e vingando a Si mesmo, Sua própria morte em Cristo. Como a queda de Jericó, é através da adoração que essa insurreição contra os ídolos e sua escuridão será lançada e sustentada.


    artigo por:Don Williams
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