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    quinta-feira, 2 de setembro de 2010

    Viciados em Comunicação



    David Clark é consultor na área de tecnologia, inteligência artificial e análise de riscos – sua empresa presta serviços para os governos dos EUA e do Reino Unido. Clark serviu por muitos anos como membro do Conselho da Editora britânica Evangelical Press e faz parte do conselho editorial do ministério Christian Hymns.

    DIRIGINDO “TEXTOLIZADO”

    Em 2007, Brandi Terry, uma estudante de 17 anos, residente no estado de Utah, ia visitar seu avô, quando ultrapassou o sinal vermelho e bateu. Numa entrevista de rádio,[i] ela recordou o que aconteceu:

    “Acordei com uma luz brilhante... mal podia abrir os olhos... e os para-médicos. Um homem dizia: ‘Brandi, Brandi’, e comecei a chorar. Não sabia o que havia acontecido”. Terry estava com o tornozelo direito despedaçado e com o antebraço direito quebrado em dois. Ficou sem andar por sei meses. Quando os policiais checaram seu celular, descobriram que ela havia enviado uma mensagem segundos antes do acidente. Mesmo após a recuperação, ela continuou a falar de seu hábito de enviar mensagens ao dirigir. Ela disse: “Tentava arduamente não fazer isso. E cheguei ao ponto de fazê-lo somente uma vez a cada cinco minutos”. “Não sei... isso causa dependência, não consigo parar”. Então, por que ela faz isso?

    Num relatório da BBC, de março de 2008, o professor Cary Cooper, conselheiro do governo britânico na questão do estresse no ambiente de trabalho, sugeriu que “o e-mail é o fator de estresse mais nocivo de nossa época” Ele continuou, dizendo que os britânicos tiram 14 milhões de licenças médicas ao ano, devidas ao estresse, e que o e-mail é a maior fonte de ansiedade entre os funcionários: “Estamos ligados 24 horas por dia, sete dias por semana; conectados pelo celular, pelo Blackberry, pelos e-mails e por toda gama de tecnologias, de modo que estamos de plantão em quase todo tempo”.

    Para onde quer que olhemos, encontramos pessoas viciadas em checar mensagens no celular. Como é comum ver fileiras de adolescentes sentados juntos, grudados nos celulares, com os fones de ouvido firmes no lugar, cogitando se, de fato, estão se comunicando, por meio das mensagens de texto!

    Os adolescentes não são os únicos culpados desse tipo de comportamento, e qualquer um que já esteve num vôo é testemunha disso. Assim que o avião aterrissa, são colocados para fora os celulares, os Blackberries ou iPhones para checar cada mensagem que pode ter acabado de se perder!

    Ou considere o caso recente de um homem que, ao ser entrevistado por um diretor de escola, ficava checando o celular em meio à entrevista, sempre que recebia uma mensagem de texto. Ele não conseguiu o emprego!

    ISSO ME DIZ RESPEITO

    Por que fazemos isso? Por que muitos estão viciados nesse novo tipo de mídia? “Viciados”, segundo o Dicionário Webster é “render-se a algo de modo obsessivo ou habitual”.

    Isso não seria a parte pecaminosa da natureza humana egoísta, fazendo-nos pensar que somos indispensáveis? Ainda mais quando ficamos viciados em e-mail, mensagens de texto, twiter ou em inúmeras formas novas de comunicação. Isso é o oposto do que lemos em Filipenses 2.3: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”.

    VOCÊ USA O TWITER?

    Outra tecnologia nova que tem atordoado as pessoas é o Twiter. Teve início em 2006 e tem experimentado um aumento mensal de 1,382% no número de usuários! O Twiter é um serviço que possibilita que seus usuários enviem e leiam mensagens com até 140 caracteres, conhecidas como “tweets”. Qualquer pessoa pode se inscrever para receber esses “tweets”. Algumas das maiores estrelas da indústria de entretenimento e alguns políticos possuem uma imensidão de seguidores. Três milhões e meio de pessoas seguem cada “tweet” enviado por Britney Spears, ao passo que dois milhões e meio delas precisam saber sobre cada passo de Barack Obama. Será que isso faz com que as pessoas se sintam mais “perto” de seus artistas e políticos favoritos?

    HÁ O LADO BOM

    Entretanto, muito pode ser dito em favor dessa nova mídia. Considere, por exemplo, as organizações missionárias, que podem reduzir seus custos de modo considerável, substituindo as cartas por e-mails. Num instante, elas podem informar as pessoas sobre seus pedidos de oração, circunstâncias difíceis ou motivos para se alegrarem. Organizações como a “Christian Institute” e outras estão utilizando o Twiter para manter seus assinantes informados sobre avanços significativos.

    Ou pense nos pais que estão separados de seus filhos casados e netos, que agora podem vê-los e conversar com eles por meio de serviços gratuitos de vídeos na Internet, como o Skype. Hoje em dia, o mundo é um lugar muito menor!

    Por exemplo, o Twiter foi o cerne de protestos recentes no Irã, pois além de ser muito fácil de ser utilizado por um cidadão comum, é também muito difícil de ser controlado por uma autoridade central. De modo semelhante, as mensagens de texto podem ser de grande valor em momentos de emergência.

    Tudo isso tem mudado a forma como interagimos uns com os outros e sem dúvidas, tem contribuído para elevar os níveis de estresse, já que as pessoas agora estão disponíveis todo o tempo. Os patrões dão um Blackberry aos seus empregados e esperam poder requisitar seus serviços a qualquer hora do dia ou da noite!

    E essa mudança veio para ficar, conforme os serviços postais poderão comprovar, com uma queda de 10% ao ano no envio de cartas convencionais.

    PRINCÍPIOS BÍBLICOS

    Ao consideramos nossa sociedade, ativa por 24 horas, sete dias por semana, percebemos que os princípios bíblicos sobre domínio próprio, egoísmo e trabalho ainda permanecem. O livro de Tiago explica isso de modo muito claro ao afirmar que “onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”. Tiago 3.16-17.

    Em contraste com o que está acontecendo ao nosso redor, não devemos ser viciados em e-mails, mensagens de texto, Twiter ou em qualquer outra forma de comunicação. Essas coisas são ferramentas que devem ser usadas para o bem. Elas não devem nos controlar.

    Deveríamos também aplicar o princípio de Tiago 1.19, sendo prontos para ouvir, tardios para falar, tardios para nos irar. Em outras palavras, precisamos pensar no modo como nos comunicamos com as pessoas. Por exemplo, precisamos considerar a maneira como uma pessoa lerá ou interpretará mal um e-mail. Nossas respostas devem ser consideradas, avaliadas e focalizadas na edificação. Devemos considerar “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama”, tudo que possua alguma virtude e algum louvor e pensar nessas coisas. Filipenses 4.8.

    UM CONSELHO PRÁTICO

    Calculando-se que os “spams” atingem mais de 90% do tráfico de e-mails, é importante tomarmos algumas medidas simples, como instalar um filtro de “spam”, embora muitos provedores de e-mail como o Google e o BT já o tenham, e também usar um software de antivírus atualizado. No entanto, além dessas coisas, os princípios cristãos como domínio próprio ou humildade são cruciais.

    Alguns casais cristãos descobriram que compartilhar uma conta de e-mail pode ser útil. Outros sugerem que não responder imediatamente aos e-mails ou às mensagens de texto é uma boa maneira de evitar seus efeitos viciadores. E especialmente útil é a idéia de não responder, no mesmo dia, a uma mensagem que nos aborreceu. O simples fato de deixá-la na caixa de rascunhos e lê-la novamente no dia seguinte, antes de enviá-la, pode evitar muitos danos.

    Concluo com uma história verdadeira e interessante, que pode ser aplicada a todas as novas formas de comunicação. Dois amigos estavam juntos, do lado de fora da casa, cortando lenha. O telefone da casa tocou várias vezes e, finalmente, um dos amigos perguntou ao outro se ele não iria atender. O dono da casa disse simplesmente: “Não. O telefone é uma conveniência, mas neste momento, é inconveniente”!

    No próximo artigo, observaremos as redes sociais como Facebook, Linkedin e outras. Também examinaremos os Comunicadores Instantâneos, concluindo com alguns conselhos positivos, úteis e práticos.

    Fonte: Aqui Editora Fiel
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