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    domingo, 9 de outubro de 2011

    Quando Seu Pregador Não é John Piper



    “O coração humano é uma fábrica de ídolos”, Calvino.

    Não posso de parabenizar aos nossos irmãos reformados, pela esses dias de conferencia com nomes importantes do cristianismo mundial, conforme muito bem resumido pelo Juan de Paula (aqui). E também estou de acordo com o ponto que ele focou 
    Cuidando do coração e lutando contra ídolos
    Acho que a vinda de um personagem conhecido e a atração de muitas pessoas é saudável e importante para o avanço do Evangelho no Brasil mas há de se ter cuidado com o coração e não deixar a vaidade, a idolatria e outros ídolos substituírem o Deus que o preletor mais enfatizou ser o detentor de toda a glória e majestade. Juan de Paula
    Por isso deixo um artigo publicado por Voltemos ao Evangelho cerca de mais de um ano que reflete bem o que devemos tomar cuidado do "endeusamento" dos pregadores, de qual linha que seja pois a Deus toda glória.


    Muitos que tiveram o privilégio de ouvir a pregação de John Piper¹ testificam que ela parece um evento monumental. Sua pregação é uma combinação poderosa de verdade e paixão, levando os ouvintes à convicção e à alegria. Após o sermão, certos ouvintes podem sair se perguntando se estavam na presença de uma figura da qual se falará nos futuros séculos.

    Então, eles voltam para suas igrejas onde muitas coisas são diferentes, inclusive a pregação! Felizmente, o Evangelho está sendo continuamente proclamado. Efetivamente, os sermões são completamente bíblicos. Porém, a habilidade de seu pregador regular simplesmente não chega aos pés da pregação fenomenal que ouviram recentemente.

    A menos que você frequente regularmente a igreja de um dos célebres pregadores de nossos dias, provavelmente você tem enfrentado uma situação semelhante. Em uma conferência ou na Internet você tem ouvido pregações excepcionais, mas todo domingo está de volta à sua igreja pequena e simples, que dificilmente alguém de outra cidade conhece, com um pastor que é um “João Ninguém” e que provavelmente nunca pregará para milhares.

    O que fazer se seu pastor, pregador do Evangelho, não é tão bom quanto um dos grandes oradores de nossos dias? É hora de vender a casa, reunir a família e mudar de igreja? Não, eu não acho. Mas o que você deve fazer?

    Primeiro, alegre-se com o fato de que seu pregador é um homem que proclama o Evangelho. Em algumas cidades, achar um homem que prega o verdadeiro Evangelho é tão difícil quanto localizar aquela nova e preciosa bola de golfe que você lançou 100 jardas no meio do bosque! Uma vez tive que suportar um sermão de 40 minutos onde o pregador falou principalmente sobre as férias de sua família. Embora esse seja um exemplo extremo do que não é a pregação do Evangelho, muitos pregadores falham em falar do Deus Santo, da humanidade pecadora e da obra redentora de Cristo. Mas não seu pregador. Ele fala honestamente sobre o pecado, proclama corajosamente “Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co. 2:2) e, então, amorosamente convida seus ouvintes a se arrependerem e crerem. Esse é um motivo para se alegrar.

    Segundo, reconheça que certos homens são singularmente dotados pelo Senhor para ter um ministério internacional e ser uma atração internacional, mas esta não é a norma. Uma igreja local típica deve estar satisfeita por apontar como pastores homens que são “irrepreensíveis” em suas vidas, que crêem no Evangelho, estão aptos para ensinar a Palavra de Deus e aspiram servir como pastores (1 Tm. 3:1-7; Tt. 1:5-9). A maioria dos pregadores não será surpreendentemente agradável e polida. Eles podem nunca ser os palestrantes principais numa grande conferência, mas isto não é uma trágica falha em seu lugar no reino de Deus. É precisamente o propósito Dele.

    Terceiro, se seu pastor é (honestamente) enfadonho, mas prega a verdade fielmente, uma pequena declaração que eu ouvi uma vez pode ser útil para você relembrar: "O adorador maduro é facilmente edificado". Quando ouvem uma pregação sem brilho (mesmo que bíblica), adoradores imaturos normalmente não dão ouvidos à mensagem porque eles esperavam que o mensageiro fosse mais emocionante. Ao contrário, adoradores maduros recebem ansiosamente a verdade quando ela está sendo proclamada, mesmo que pareça que o pregador está lendo uma agenda telefônica.

    Quarto, ouça a pregação dando sinais externos. O que eu quero dizer é o seguinte: sente-se com sua Bíblia aberta e rotineiramente faça contato visual com quem está pregando. Um ocasional aceno de cabeça de sua parte quando o pregador faz uma afirmação acertada irá encorajá-lo e aumentará sua confiança. Em minhas experiências, tanto de pregar quanto de ouvir sermões, posso confirmar que ouvintes que bocejam e ficam com olhares sonolentos fazem pregações medíocres ficarem piores, enquanto ouvintes ansiosos inspiram pregações melhores.

    Quinto, encoraje verbalmente os pregadores na sua igreja. Todo pregador que não é extraordinariamente talentoso ouve pregações singulares e lamenta-se: “Depois de ouvir isso, por que eu aindo tento?!”. Este é um estranho fenômeno, mas grandes pregações de renomados mestres de nossos dias fazem pastores “comuns” ficarem desencorajados. Aqui está uma maneira simples para você salvar seu pastor: depois de um sermão, ao invés de simplesmente dizer “belo sermão!” enquanto você se dirige à porta, tire alguns momentos para dizer a ele o que, no sermão, foi especialmente útil e/ou trouxe convicção de pecado. Na primeira igreja onde eu servi como pastor, um jovem casal, cerca de uma vez por mês, ficava conversando comigo após o culto sobre o que eles aprenderam. Essas conversas úteis duravam mais de uma hora. Ainda hoje, fico animado quando recordo o entusiasmo deles por aquilo que foi ensinado.

    Nós devemos louvar ao Senhor por nos dar pregadores proeminentes e bem conhecidos, mas que nós não nos esqueçamos do mandamento de Paulo a Timóteo, que estava estabelecido numa igreja local com pastores cujos nomes nenhum de nós conhece: “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino” (1 Tm. 5:17).

    ¹ John Piper é o principal pastor e mestre da Igreja Batista Belém em Minneapolis, Minnesota (EUA) , e um pregador regular em conferências ao redor do mundo.


    Por Steve Burchett. Copyright © 2008 Steve Burchett. WebsiteCCWtoday.org
    OriginalWhen Your Preacher is Not John Piper
    TraduçãoVoltemosAoEvangelho.com

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