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    quarta-feira, 11 de novembro de 2015

    O que cristãos devem pensar sobre o socialismo?


    Todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras.  John Piper



     Na igreja, dentro da igreja, ninguém deveria estar faminto, sem um lugar para morar, ninguém deveria estar sem assistencia médica e ninguém deveria estar sem um trabalho. Tudo isso porém deve acontecer através da ajuda voluntaria dos outros fieis, e sem coerção.

    Quando Lucas escreve em Atos 2:44-45 “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e dividiam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um. ” O que ele quer dizer é que as necessidades eram atendidas por outros crentes mesmo que eles tivessem que vender as coisas que possuíam afim de atende-las. Mas isso era feito voluntariamente. Não removia, pelo contrário, afirmava o uso da propriedade privada. Na verdade, toda a Bíblia, todo Novo Testamento e Antigo Testamento assumem a legitimidade e a necessidade da propriedade privada.

    "O socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária." 
    O mandamento “Não roubarás! ” Não faz nenhum sentido onde ninguém tem o direito de manter o que é seu. A razão que eu saliento que tudo isso deve ser feito voluntariamente, sem coerção, não pela força, é por causa da forte ênfase que Paulo coloca em “dar aos pobres” em 2 Coríntios 8 e 9 – voluntariamente, sem tristeza ou por necessidade, não compulsoriamente.

    Lembro-me de um grande debate com um professor e outros alunos quando na Alemanha pela maneira que eles financiam a igreja estatal através de impostos, algo que simplesmente não se encaixa (com as escrituras), pois deve ser sempre “sem tristeza ou necessidade”. Em outras palavras, foi embutido, pelo Espírito Santo, dentro da Igreja, um impulso interno, através do Evangelho, para fazer sacrifícios afim de que outros tenham suas necessidades satisfeitas. Tal impulso não está na natureza humana ou no coração humano apartado da graça de Deus. A graça é tão vital para que esse tipo de amor, misericórdia e sacrifício seja livre e não obrigatório que é lançado como princípio por Paulo em 2 Coríntios 9, por Pedro, em sua primeira carta capítulo 5 quando ele instrui os presbíteros.

    Agora, o socialismo, refere-se a um sistema econômico e social que funciona através da, legal, governamental ou militar coerção. Em outras palavras, você vai para cadeia se não fizer tal coisa, e estabelece a propriedade social em detrimento da propriedade privada, ou onde a coerção é usada para estabelecer controle social. Se não a propriedade, pelo menos o controle dos meios de produção na sociedade, e assim, através do controle, efetivamente elimina muitas da implicações e motivações oriundas do uso da propriedade privada.
    Em outras palavras, o socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária. O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares em que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo. A coerção irá de fato receber seu tiro pela culatra, resultando em maior pobreza, ou na uniformidade no caos, e pior, no abuso da coerção como já vimos acontecer em Estados genocidas como a União Soviética e no Camboja.

    Em nossa sociedade há, sem dúvidas, verdadeiras injustiças que criam dificuldades para o pobre sair da pobreza e facilitam para que o rico faça o que é errado e não sofra punição. Mas eu duvido que apontar o modelo econômico da Dinamarca seja o caminho para a sabedoria. A Forbes por exemplo, reporta que de uma população de 5.6 milhões pouco mais de 2 milhões são pensionistas do Estado, desempregados, doentes ou estão em programas sociais de distribuição de renda por outras razões. Outros 800 mil são empregados públicos. Isso é metade da população empregada pelo Estado ou sustentada pelo dinheiro canalizado pelo Estado.

    Colocando em outras palavras, de 5.6 milhões de pessoas na Dinamarca, apenas 1.8 milhões de pessoas não dependem diretamente de pensões do Estado, e mesmo dentro desse grupo de 1.8 milhões há um grande foco no uso de creches baratas subsidiadas, assistência médica de graça, bolsas por número de filhos, moradia subsidiada e um grande número de outras maneiras de assegurar rendas adicionais vinda do Estado. Apenas como exemplo, estudantes recebem 5 anos de mensalidades gratuitas nas universidades públicas, eu li sobre um estudante casado que recebe 900 dólares mensais do Estado e creche gratuita, basicamente ele vive totalmente as custas do Estado durante os anos de universidade.

    Os políticos de esquerda analizam isso por toda a Europa no momento e todos dizem “esses sistemas estão sob pressão”, como a maioria dos estados europeus. Conservadores dizem “é uma bomba-relógio”. Em outras palavras todos concordam que “isso não pode continuar”. A crise na Grécia que foi o precursor, e não importa o quão iradas as pessoas fiquem quando seus direitos e liberdades são ameaçadas ou retiradas, você não pode tirar impostos do nada. A base do suporte (financeiro) para esse sistema não estará lá para sempre; para não mencionar outros desestímulos que praguejam as economias socialistas ao longo prazo.

    "O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo."

    Recomendar o socialismo como um sistema que nos fará bem, é, para dizer no mínimo, ter uma visão míope. Em geral eu digo que os impulsos do cristianismo bíblico incluem:

    1 – Compaixão ao que está em desvantagem;
    2 – Justiça sob a lei sem levar em conta o status;
    3 – Liberdade para criar e produzir;
    4 – Propriedade Privada.   

    Tenho a sensação de que a história, razão e uma maior reflexão bíblica levam à conclusão de que a liberdade e direitos de propriedade levam a um bem-estar de maior longo prazo, ou com dizemos hoje, prosperidade para um número maior. Também não podemos deixar de dizer finalmente que todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras, mesmo quando ninguém está vendo.

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