terça-feira, 24 de maio de 2016

Missões no poder e na direção do Espírito Santo



A realização da obra missionária não é algo que deva se fundamentar e confiar na capacidade humana e em planejamentos estratégicos desassociados do poder e da direção do Espírito. Qualquer tentativa de cumprir a missão sem a cooperação de Deus resultará em fracasso e frustração.

Antes de iniciar a sua missão, o próprio Senhor Jesus foi revestido do poder do Espírito:

[...] e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido. (Lc 3.22)

[...] como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. (Atos 10.38)

A partir de então, e durante toda a realização da sua missão, Jesus foi guiado pelo Espírito, confiando plenamente em sua direção, mesmo se isso implicasse em enfrentar desertos e grandes tentações (Lc 4.1-13).

Foi no poder do Espírito que Jesus regressou para a Galileia, e lá ensinava nas sinagogas, curava e expulsava demônios (Lc 4.14-41). 

Ao orientar os seus discípulos para a Grande Comissão, Jesus deixou claro que sem o poder do Espírito tal responsabilidade e privilégio não seriam alcançados. O historiador Lucas destaca a ênfase que Jesus deu ao revestimento de poder do Espírito em seu evangelho e na narrativa de Atos:

E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos. Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E dessas coisas sois vós testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. (Lc 24.44-49)

[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. (Atos 1.8)

O sucesso na realização da obra missionária está em obedecer ao Senhor. Os discípulos permaneceram em Jerusalém, até que no dia de Pentecostes, mediante o derramar do Espírito sobre eles, ficaram cheios do poder espiritual e de ousadia para testemunhar de Jesus (At 2.1-13; 4.33). Uma mensagem poderosa foi pronunciada por Pedro, resultando no arrependimento, na fé, e no batismo em águas de quase três mil pessoas (At 2.14-47).

O poder e a direção do Espírito continuaram norteando a missão, que em meio a intensa perseguição experimentava expansão e conversões. Os milagres, sinais e prodígios estavam bem presentes no cotidiano da igreja (At 5.12-16). 

Em meio à grande perseguição que se levantou contra a igreja em Jerusalém, muitos foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria, indo por toda a parte pregando a palavra (At 8.1-4). Ganha neste momento evidência o ministério de Filipe em Samaria, que resulta em conversões, curas e libertações (At 8.4-13). O poder do Espírito é evidenciado em Samaria, e logo a sua direção na vida de Filipe se torna também manifesta ao ser ordenado a seguir para o lado Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza, estrada difícil, deserta e perigosa, uma rota alternativa para viajantes naqueles tempos (At 8.26). Filipe atende a orientação, abre mão das multidões e do grande despertamento espiritual em Samaria, e segue rumo a sua missão de evangelizar um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, que retornava de sua peregrinação a Jerusalém, e que lia, mas sem entender, o profeta Isaías (At 8.27-35).

 A exposição de Filipe que anunciou-lhe a Jesus resultou na conversão e batismo do peregrino (At 8.36-39). Logo em seguida, pelo poder do Espírito se encontrou em Azoto e dali pôde testemunhar de Jesus em diversas cidades até chegar a Cesaréia (At8.40). Quando obedecemos a direção do Espírito na realização da missão, nosso ministério se expande nos níveis desejáveis por Deus. Não nos acomodemos em nossa “Samaria”. Que possamos sempre estar abertos à direção do Espírito Santo à missão nos confiada.

O poder e a direção do Espírito como elementos essenciais no cumprimento da missão e notório também no ministério do apóstolo Paulo. Ele é escolhido pelo Senhor para pregar aos gentios, aos reis e perante os filhos de Israel (At 9.15), mas antes precisaria ser cheio do Espírito Santo, e isso implica em desfrutar do poder deste Espírito (At 9.17).

A igreja de Jesus necessita da direção do Espírito para implementar as suas ações missionárias. A obra de missões está sob o comando do Espírito, e é Ele quem decide quem e onde a missão será realizada. Na igreja em Antioquia o Espírito deixou claro que tinha escolhido Barnabé e Saulo, e ordenou a separação de ambos para a obra missionária em outros lugares (At 13.2). A igreja separou os dois comissionados, jejuou, orou com imposição de mãos sobre eles e os despediram (At 13.3). Eles foram enviados pelo Espírito! (At 13.4).

O Espírito deve orientar a missão em todos os seus estágios. Já enviados, tiveram agora que atentar às diretrizes do Espírito para com as prioridades e urgências do campo missionário. Quando percorriam a região frigío-gálata foram impedidos de pregar a palavra na Ásia (At 16.6). Ao tentar ir para Bitínia, foram mais uma vez obstruídos pelo Espírito (At 16.7). O que fazer quando nossos planos missionários não aprovados pelo Espírito? Aguardar a sua direção é o mais sensato a ser feito. É preciso nesse momento “descer” a Trôade e lá esperar que o Espírito nos mostre para onde seguir (At 16.8).

É desejo do Espírito nos dar uma visão norteadora na execução da obra missionária. A nossa direção pode estar totalmente oposta àquela para onde Ele deseja nos guiar. Paulo teve uma visão onde um varão macedônio lhe rogava pedindo ajuda (At 16.9). Após a visão o texto nos permite entender que houve uma reunião para tratar sobre a mudança de rota, onde o grupo concluiu que se tratava de um chamado divino para proclamação do evangelho, fazendo com que partissem imediatamente (At 16.10). As decisões relacionadas à missão devem ter a participação de todos os envolvidos na tarefa missionária. A resposta deve ser urgente, pois não há tempo a perder na pregação do evangelho de Jesus aos povos.

Nos dias atuais temos ouvido do importante papel da igreja brasileira para com a obra missionária, onde se fala que Deus se instrumentalizará desta igreja para os seus propósitos missionários. Diante de tal possibilidade, é nossa a responsabilidade de atentarmos para aquilo que o Espírito tem a nos dizer. Sem o seu poder e a sua direção, nossos recursos humanos, materiais e financeiros não serão suficientes para o cumprimento da vontade de Deus, que é a pregação do evangelho e o ensino da palavra em todo o mundo e a toda a criatura (Mt 28.18-20; Mc 16.15).

No poder e na direção do Espírito a missão prosperará em seus objetivos para a glória de Deus!

terça-feira, 17 de maio de 2016

A Verdade Absoluta x Verdade Relativa


"Cada pessoa e cultura desenvolveu a sua própria definição do que é certo ou errado". Essa teoria é moralmente inaceitável porque implica que um ato pode ser certo para alguém até mesmo se for cruel, odioso ou prejudicial. Cultura ou uma preferência pessoal não dita o que é certo ou errado. 

Tampouco religião pode, para cada área pode ter sua própria religião que descendeu de gerações anteriores. Deve haver um padrão maior, um que está mais correto e mais seguro para vivermos. Caso contrário somos levados a inventar nossas próprias opiniões que mudarão com o tempo por causa de nossa cultura. 

A definição da verdade relativa - Verdade é verdade em uma única vez e em um único lugar. É verdade para algumas pessoas e não para outras. É verdade hoje mas pode não ter sido verdade no passado e pode não ser novamente no futuro, sempre está sujeito a mudança. Também está sujeito à perspectiva das pessoas.

 A definição de verdade Absoluta - Tudo quanto é verdade uma vez e em um lugar é verdade todo o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todas as pessoas. Verdade é verdade se nós acreditamos nela ou não. Verdade é descoberta ou é revelada, não é inventado por uma cultura ou por homens religiosos.

Há absolutos, toda realidade prova isso. O que achamos é que a visão cristã do mundo é a mais consistente com a realidade. Há verdade e há falsidade e as pessoas podem não saber se estão erradas a menos que tenham um padrão. Deus acredita na verdade objetiva porque Ele é esse padrão. A diferença é que como cristãos acreditamos que Deus determina o que é verdade e certo no que Ele instruiu na Bíblia. Esses que se apegam à posição relativa acreditam que o homem é capaz de fazer sua mudança como ele bem desejar. 

Exemplo de verdade absoluta - todos precisam de ar para respirar, para viver todos precisam de comida e água. Isto é verdade em todos os lugares em todas às vezes para todas as pessoas. Gravidade atua de igual maneira em todos os lugares neste planeta. 

Exemplo: a pessoa não pode estar seca e molhada ao mesmo tempo. Algo não pode ser verdade e mentira ao mesmo tempo, um deve ser falso ou verdadeiro, mas ambos não podem ser verdadeiros. A pessoa não pode ir adiante e para trás ao mesmo tempo. A pessoa não pode viver ao mesmo tempo no passado e no futuro. O tempo avança e não pode retroceder. Ninguém pode ficar mais jovem em vez de mais velho. Você não pode estar entre dois montes sem ter um vale. Você não pode estar ao mesmo tempo adormecido e acordado. 

Exemplo: George Washington foi o primeiro presidente dos EUA, mas hoje ele não é. Quando ele foi o primeiro presidente do EUA era verdade durante todo o tempo para todas as pessoas em todos os lugares. Nunca estar em um lugar a qualquer momento não é verdade. Ele nunca pode ser o 20º presidente. Assim é uma verdade absoluta, mas durante o tempo dele. 

Acreditando em algo que não é verdade 
 
O que é verdade para uma pessoa é verdade para todas as pessoas - se as pessoas de antigamente acreditassem que a terra era plana seria verdade em todos os tempos e em todos os lugares. Nunca será falso que o homem antigo acreditou que a terra era plana. Pode não ser verdade que a terra é plana, mas é verdade que eles acreditaram nisto. Assim esta é a verdade no tempo deles, mas isso não é uma descrição de verdade absoluta. Se um só acredita é então verdade que eles não estão fazendo uma reivindicação da verdade. Declarações de convicção não são declarações de verdade, a pessoa está declarando a sua convicção simplesmente. Como se alguém dissesse que eu posso voar. Para você essa convicção pode ser verdade, mas não a própria declaração. Verdade é uma convicção justificável. Precisa ser provado pelo menos logicamente e concordar com a realidade. 

Um exemplo religioso: Deus não pode existir e não existir ao mesmo tempo. Uma destas visões somente é a verdade, porque nós estamos lidando com a realidade. Elas são contraditórias e o mundo deveria ser consistente com a realidade. 

Relativismo não pode ser verdade - reivindicações do relativismo dependem de qual ponto de vista o observador está. Se sua posição é à direita ou à esquerda essa se torna a perspectiva do espectador. A pessoa poderia dizer que um evento não aconteceu do ponto de vista dela enquanto outros a experimentaram. 

Se relativismo fosse verdade então o universo poderia conter atualmente condições contraditórias e verdadeiras que são impossíveis. Opostos não podem ser ambos verdadeiros e negam as leis de não contradição. Esta lei é inegável, você pode não empregá-la usando externamente e você pode negar externamente usando-a, assim é literalmente inegável. Contradições não podem ser ao mesmo tempo verdades assim a visão relativa é falsa. Ex. Se relativismo é verdade, para um ateu não existe Deus, mas para um crente Ele existe. Opostos não podem ser ambos a verdade. Se relativismo é verdade então nada poderia ser verdade. Por quê? Para alguém não poder reivindicar que é uma verdade absoluta, que algo é só verdade relativa para ele. Isto é como uma declaração do tipo: eu tenho absolutamente certeza de que tudo é relativo. Então tudo não é relativo se ele tiver absolutamente certeza. Mas se tudo é relativo para cada pessoa, para esse, e aquele, infinitamente, então não há verdade em tudo e todo mundo está acreditando em falsidade. Se relativismo fosse verdade você nunca pode estar equivocado ou errado ou aprenderia qualquer coisa. Porque é verdade para mim naquele momento e pode não ser em outro, por meu próprio padrão até mesmo se eu estou errado é verdadeiro. Você só pode descobrir o erro se algo for verdade. O último padrão de medida tem que ser a verdade. 

O problema mentiroso na raiz do relativismo é dizer que não há nenhuma verdade absoluta. 

Exemplo: 2 + 2 = 4. Mas se alguém lhe falasse que era 5, e 2 +2 sempre é igual a 4, alguém vem e diz agora 5. Você pode mudar isto, mas não seria consistente com a verdade e a realidade. Para algo ser verdade deve ser verdade antes, tem que ser verdade agora, e tem que ser verdade no futuro. A verdade não muda. Porque é absoluta, especialmente quando vem de Deus. Se você aprendeu 2 + 2 a sua vida inteira, 5 é capaz de virar verdade? Ou foi você que ensinou falsamente. Para alguém aprender de você deve ser verdade, absoluta ou todo o ensino é uma farsa. Você estaria aprendendo e não viria ao conhecimento da verdade (I Tm 3:7) Assim se você levasse 10 anos de aprendizado na faculdade e ao fim voltasse aonde começou não progrediria. Porque o que você soube quando começou era um estado de ignorância nos assuntos a qual você ia ser ensinado, em 10 anos você não progrediu na busca pelo aprender. 

O filósofo grego Protágoras disse que o "homem é a medida de todas as coisas". Isto significa que cada pessoa pode decidir o seu próprio padrão para o certo e o errado. O que é moralmente certo para mim, pode estar errado para outro. Esta é a essência de relativismo. 

Isto significa que crueldade e ódio podem ser certos para alguém praticar. Se a sociedade praticasse isso nós iríamos nos auto destruir. Nossa cultura tem valores de comunidade que são compartilhados para proteger dos danos de outros. 

Se toda a verdade é relativa você se sente seguro em deixar seu filho brincar com um pedófilo desde que isso seja a sua verdade. Você permitiria alguém que faz sacrifícios humanos ajudar sua família? Obviamente a verdade relativa às vezes pode ser prejudicial. 

Como descobrimos se o que nós acreditamos é relativo ou absoluto? 

Há padrões que todos usam diariamente em ciência e matemática. Calculamos lançamentos de foguetes ao espaço usando matemática. Na construção civil medimos o material, assim se ajustará de acordo com a planta que define o que está sendo construído. Tudo isso se transfere para idiomas e culturas diferentes, mas nós compartilhamos isso como algo universal. Estas não são verdades absolutas desde que as podemos mudar e ainda podemos compartilhar as mesmas medidas, mas eles são um padrão que todos operamos. Mas há outras leis que se violadas tem consequências drásticas. Não importa seu país ou que raça você é ou que religião você pratica, se você cai de um edifício você baterá no chão mesmo. Assim, a gravidade é um princípio universal para o homem. O mesmo seria a pressão nas profundezas do mar. Se você se abaixa rápido ou em demasia você se encurva. Estas são leis naturais que respeitamos ou caso contrário podemos ver resultados drásticos. A natureza não pode ser mudada, como a matemática é inalteravelmente aderida as leis porque a natureza foi feita pelo Criador. 

Nós não podemos testar a verdade pelos nossos sentimentos. Você não pode sentir o erro, mas você pode usar sua mente para pensar a verdade. Você não pode distinguir bem e mal por seus sentimentos porque o mal (pecado) se acha bom. 

Verdade não é o oposto de falsidade, é a ausência de falsidade. O mal não é só o oposto do bem, é a ausência do bem. Decidir que algo é mau significa que a pessoa tem que ter um padrão de verdade. Se é a Bíblia ou o seu próprio, eles estão vivendo por algum padrão. 

Nossa sociedade pensa que é capaz de decidir o que é bom. O humanismo está tentando fazer o que é certo sem colocar Deus na equação. O humanista não precisa de religião porque ele confia que o coração do homem é basicamente bom. Embora o humanismo como um "ismo" compartilhe muitos valores práticos comuns com o Cristianismo (a ética?), porém, o conceito humanístico de "bem" está em curso de colisão com a visão de Jesus de "bem." O padrão humanista de bondade deve ser bastante baixo para a pessoa comum poder conhecer essas exigências consistentemente. O padrão de bondade de Deus é a perfeição. Isto é por que um humanista tem que fazer o seu próprio padrão, caso contrário ele não poderá encontrá-lo. É claro que pode fazer mudanças como um capricho. Embora o humanismo possa fazer o mundo melhorar em alguns aspectos, seus padrões ainda são relativos à cultura e ao tempo. Por exemplo: muitas coisas que eram determinadas no passado como curas para doenças seriam rejeitadas hoje como prejudiciais. Mas na ocasião estava com boas intenções. Assim, o humanismo não tem nenhuma cura para o mal nem pode explicá-lo. Cristo que é Deus e o supremo bem é a única resposta. 

"Enganoso é o coração", (incurável) (Jer. 17:9). Deus, o criador, é o único capaz de concertar o que está quebrado no homem. Precisamos de um toque divino do grande médico. O seu remédio é universal para restaurar nossa alienação de Deus e nos limpar de toda a culpa. Deus deu para o gênero humano o sangue de Cristo como a cura para remover o problema inato do pecado. Nenhuma outra religião reivindica resolver o fator do pecado porque eles não acreditam que ele existe, isto inclui o humanismo. O remédio deles é educação e ética. Eu não acredito que esta seja a resposta, algumas das pessoas mais depravadas no mundo são bem educados, com Ph.D.s. Se a pessoa educar um ladrão, você só aumenta a capacidade dele para roubar, educação não é a solução. Nenhum de nós pode fazer um pecador ver qualquer melhora com soluções vindas do homem. Nós não precisamos de um disfarce para nosso estado caído, mas nos descobrir para ver nosso pecado que nos separa de Deus. 

Quando vemos nossa doença nos desesperamos a ponto de buscar a limpeza do pecado. Então estamos abertos à verdade que é achada em um só lugar. 

O que Jesus faz é do exterior para o interior, o que o homem faz é do interior para o exterior do qual nunca pode afetar nossa natureza caída. O humanismo como religião nos dá regras e regulamentos para viver, só Jesus reforma o interior.

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte:  Let us Reason Ministries via Discernimento Espiritual
Por Mike Oppenheimer 

domingo, 8 de maio de 2016

O que é família segundo a bíblia ?


O dicionário Houaiss recente alterou em seu dicionário o significado do verbete "Família" tendo como objetivo criar um verbete sem preconceito e limitações. 

Segundo o dicionário a ideia é abranger as novas configurações familiares e servir como contraponto ao Estatuto da Família, aprovado em outubro do ano passado pela Câmara dos Deputados. Usando uma campanha publicitária pedindo sugestões do público. 


Diante disso vamos analisar segundo a bíblia a definição de família.

Na sociologia, uma “instituição” é um padrão estabelecido da vida social. Os sociólogos costumam identificar cinco instituições: (1) o governo, (2) a economia, (3) a educação, (4) a religião e (5) a família. Mas, em maior grau que qualquer outra instituição, a família incorpora todas as funções de uma sociedade. Ela manifesta os padrões de autoridade e organização (governo). Ela recebe e dispensa fundos (economia). Ela ensina habilidades e conhecimento (educação) e alguma forma de devoção (religião). A família é, portanto, a unidade básica da sociedade. As famílias são necessárias na vida pessoal e social. Não surpreende, portanto, que mais de 95% das pessoas se casem. E, apesar de algumas diferenças de forma, o casamento e a família são fundamentais em todas as culturas conhecidas. 


 Na Bíblia, a primeira vez que aparece a palavra família (mishpachah em hebraico) é em Gênesis 24.38, no registro do servo de Abraão fazendo um relatório do motivo pelo qual estava na casa de Betuel, sobrinho de Abraão. Apesar de ser uma citação tão distanciada da criação, isto não quer dizer que a família só começou a existir séculos depois da criação, porquanto percebemos que faz referência a uma instituição social que existiu desde os primórdios da criação: um núcleo de pessoas com ligações consangüíneas, que foram geradas a partir da união de um homem com uma mulher. No caso, Abraão e seu irmão Naor foram gerados à partir de Tera e sua mulher (Gen 11.27), juntamente com outro irmão, Harã, e outras irmãs. Naor gerou Betuel que gerou Rebeca e outros filhos (Gen 24.24). Abraão havia se referido aos seus familiares, como sendo a sua parentela (Gen 24.4). 


Os últimos anos têm provocado mudanças radicais na vida familiar da maioria dos países do Ocidente. Nos Estados Unidos, o número de famílias com presença única do pai ou da mãe é mais que o dobro do que havia em 1965. Agora, mais de 20% de todas as famílias com filhos têm só um pai ou uma mãe. O índice de divórcio flutua em torno de 5,5 para 1000 (comparado a 2,5 em 1965). Os casamentos duram, em média, menos de dez anos. Há reivindicações ostensivas de casamentos e adoções para homossexuais. 

É evidente que a atividade sexual pré-conjugal é o padrão do mundo. Aproximadamente 70% de todos os universitários relatam ter mantido relações sexuais. Proporção semelhante de pessoas casadas relata infidelidade conjugal. Clamores por uma redefinição da família têm acompanhado essas mudanças. Diante desses clamores, a Bíblia permanece como fonte de constância e esperança (1) ensinando um modelo normativo para a vida familiar, (2) tratando das principais questões que confrontam a família em sua sociedade e (3) fornecendo recursos e orientação para a edificação da família.

Um modelo bíblico de família

A Bíblia reconhece que todas as culturas necessitam da família. A família repõe a população (Gn 1.28). Ela estabelece controle sobre instintos sexuais (1Ts 4.3-6; Hb 13.4). Ela dá identidade a seus membros (Sl 127-3-4). Ela prove treinamento básico para a vida social (Pv 4.1-27).

A prioridade do casamento. A Bíblia confirma com veemência a primazia do casamento como a unidade básica da vida social. Isso é feito de pelo menos três maneiras.

Psicologicamente. O mais fundamental dos princípios do casamento é a complementaridade, a interdependência de homem e mulher na intimidade marital. Esse é um tema importante nos relatos da criação.

Gênesis 1.27 registra que Deus criou “o homem à sua imagem [...] homem e mulher os criou”. Alguns estudiosos entendem que a “imagem de Deus” consiste na união de macho e fêmea. A imagem de Deus parece incluir mais que masculinidade e feminilidade. E, é claro, a Bíblia permite, de acordo com o momento, o celibato (Mt 19.12; 1Co 7.8,32). Entretanto, o casamento é o que permite expressão plena da identidade sexual.

O princípio de complementaridade é mais explícito no relato da criação da mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). A solidão do homem não era boa (cf. Gn 1.31), de modo que Deus providenciou uma “ajudadora idônea”. A palavra hebraica traduzida por “idônea” significa literalmente “colocada em oposição a ele para que possa ser comparada a ele”. Isso indica uma correspondência ou uma adequação, uma interdependência de tipos diferentes, mas semelhantes, de pessoas.

A declaração máxima de complementaridade está em Gênesis 2.24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. No pensamento hebraico, “carne” pode referir-se não só à matéria biológica, mas ao que hoje é chamado “personalidade”. Um casal, portanto, não só se torna biologicamente um, como também emocional, espiritual e psicologicamente um. No casal há um dar e receber mútuo daquilo que está no íntimo deles. Isso explica em parte o eufemismo bíblico de “conhecer” como sinônimo de relação sexual (Gn 4.1; 19.8).

Sociologicamente. O casamento também tem primazia como a unidade social básica. O casamento é uma “ordenança da criação”, não uma ordenança da igreja. Isso significa que o casamento é válido e impõe obrigações para todos, independentemente da fé em Cristo (1Tm 4.3-5).

A Bíblia apresenta o casamento como provisão de Deus para regular e sancionar a atividade sexual (Hb 13.4; Gn 2.24). Isso é crucial para qualquer sociedade. Na Bíblia, todos os privilégios, responsabilidades e consequências da vida sexual são confiados ao ambiente conjugal de compromisso mútuo e aprovação social.

Teologicamente. O casamento é uma relação de compromisso firmado de maneira formal, como demonstram os termos “deixar” e “unir” (Gn 2.24; também Mt 19.5; Mc 10.7; Ef 5.31). Esse compromisso resulta em aprovação social para a união do casamento.

Para os cristãos, o casamento bíblico leva mais adiante o ideal do compromisso. Trata-se de uma “aliança” entre os parceiros (Ml 2.14) e com Deus (Ml 2.10). O casamento cristão deve, assim, ser “no Senhor” (1Co 7.12-16; 2Co 6.14-18). Ele também possui significado teológico, simbolizando a relação de Cristo com a igreja (Ef 5.32).

A família como unidade funcional. A Bíblia usa dois grupos de palavras para descrever uma família. De longe, o mais comum dentre os dois é “casa” ou “família” (grego oikos; hebraico bayit). No Antigo Testamento, ele ocorre mais de mil vezes; no Novo, mais de trezentas.

Com frequência, as palavras referem-se simplesmente a uma habitação. Mas em geral referem-se a pessoas que vivem juntas num relacionamento familiar. Muitas vezes as palavras têm o sentido ampliado, como “a casa de Israel” (Êx 40.38) e “casa de Levi” (Nm 17.8) ou a “casa de Saul” (2Sm 3.1). Às vezes elas denotam uma família nuclear ou imediata (Mc 6.4; 1Tm 3.5).

Essas palavras definem a família de acordo com sua função. Um oikos (bayit) é um grupo em atividade. É um sistema ou um ambiente caracterizado por certas atividades essenciais. A palavra “economia” serve bem como ilustração. Ela vem de oikos e de nomos (“lei”), assim, seu primeiro significado é a lei da família. Em grego, oikonomia denota a gerência ou administração da casa (Lc 16.3).

O oikos (bayit) é uma unidade social a que Deus atribui algumas responsabilidades. Entre elas estão a provisão de necessidades básicas (1Tm 5.8), a criação de filhos (1Tm 3.12), a proteção (Mt 12.25) e a promoção da qualidade de vida para pais e filhos (“edificar a casa”, Pv 24.3). A Bíblia pressupõe que essas tarefas exigem certa ordem estrutural dentro da família e ordem estrutural também no que diz respeito à família na sociedade.

Dentro da família, é preciso que a ordem prevaleça (1Tm 3.5,12; Pv 11.29). A autoridade legítima é reconhecida, mas delimitada com cuidado. O marido é encarregado de liderar a família em amor (Ef 5.24), compreensão e respeito (1Pe 3.7; Cl 3.18-19). A esposa tem a obrigação de respeitar essa responsabilidade de liderança (Ef 5.22; Cl 3.18), de incentivar o marido nessa responsabilidade (Tt 2.4; Pv 31.10-11), mas sem nenhuma sensação de medo ou intimidação (1Pe 3.5-6).

As tarefas de manter e edificar a casa estabelecem desse modo as esferas de responsabilidades básicas. A esfera do marido é a provisão e a liderança para o bem da casa. Em 1 Timóteo 5.8, por exemplo, ele é considerado responsável pelo “cuidado dos seus”. A esfera da esposa é a provisão e a liderança dentro da casa. Em 1 Timóteo 5.14 as mulheres são instruídas a serem “boas donas de casa” (também Tt 2.4-5; Pv 31.27).

A família como unidade relacional. 

O segundo grupo de palavras que denotam “família” é patria (e outra afim, genos), no Novo Testamento (em hebraico, mispabah). Elas ocorrem menos de vinte e cinco vezes no Novo Testamento, enquanto mispahah ocorre no Antigo Testamento cerca de trezentas vezes. Essas palavras destacam as relações que mantêm as famílias juntas, ou seja, o parentesco.

Associações frágeis às vezes chamadas “família” na cultura contemporânea são desconhecidas na Bíblia. A família é formada pelo casamento, depois nascimento ou adoção (Gn 15.3). Pela Bíblia, um relacionamento não é uma ligação emocional. O relacionamento implica um conjunto de responsabilidades exigidas por laços de compromisso (casamento) e sangue (filhos).

Os princípios bíblicos para construir relacionamentos devem ser interpretados nesses termos. A Bíblia mostra pouco interesse em preocupações modernas como capacidade de relacionar-se ou dinâmicas interpessoais. Os relacionamentos familiares repousam principalmente na responsabilidade para com o cônjuge, os filhos, os pais e os parentes (Ef 5.22-6.4).

O conceito de família de nossa sociedade pós-moderna caminha na contramão do ensinamento bíblico. Segundo a Bíblia, uma família é formada de pai, mãe e filhos. A família é uma instituição divina, isto é, algo idealizado e criado pelo próprio Deus. Em outras palavras, a família é uma “invenção” de Deus, e não do ser humano; portanto, permanente e imutável. 

Em Gênesis 1.27,28 está escrito: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos...”.

Fontes:

A Bíblia e a Fé Cristã. pp.906-910.
Josivaldo

Jefferson Sales

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O Evangelho da Prosperidade um "evangelho de ganância"

 
O “evangelho da prosperidade” também chamado “evangelho da saúde e da riqueza”, “evangelho do determine e reivindique” ou “evangelho da ganância” é uma das ênfases que mais cresce na igreja contemporânea. Inicialmente proeminente em igrejas pentecostais e carismáticas, agora está disseminada por várias denominações e tradições eclesiásticas.
O pastor Nigeriano Femi Adeleye autor também do livro autor dos Pregadores de um evangelho diferente (Preachers of a Different Gospel) (Zondervan, 2011), nesse extenso artigo que dividiremos em partes mostra de maneira clara os perigos desta "teologia" para a igreja de Cristo e porque do seu crescimentos em diferentes tipos de denominações.

O evangelho concentra-se basicamente em posses materiais, bem-estar físico e sucesso nesta vida: que inclui principalmente recursos materiais abundantes, saúde, roupas, casas, carros, promoções no trabalho, sucesso nos negócios, bem como outras ambições da vida. Esse evangelho afirma que os crentes têm direito às bênçãos da saúde e da riqueza e que podem obter essas bênçãos mediante confissões positivas de fé e do “semear e colher” pelo pagamento fiel dos dízimos e ofertas. 

O volume da aquisição material e do bem-estar é muitas vezes equiparado à aprovação divina. Embora a Bíblia afirme que Deus se importa com seu povo, abençoando-o e suprindo suas necessidades — e embora haja formas legítimas de trabalhar para suprir essas necessidades — esse evangelho muitas vezes faz da busca por bens materiais e do bem-estar físico um fim em si. As Escrituras são sempre aplicadas e, às vezes, mal interpretadas ou manipuladas para promover a ênfase central do “evangelho da prosperidade”.

1. Alguns proponentes pioneiros da ênfase:

 Antes de entrar na hermenêutica do “evangelho”, é bom examinar alguns dos que promoveram sua ênfase principal. É fácil encontrar as raízes do evangelho da prosperidade nos Estados Unidos. Não há dúvidas de que muitas coisas positivas tiveram origem nos Estados Unidos da América, incluindo-se a rica herança cristã dos avivamentos do século XVIII e a tradição evangélica do século XX. Entretanto, foram principalmente os televangelistas americanos que deram proeminência à busca do materialismo e da ascensão social por meio do “evangelho da prosperidade”. Muitos americanos concordarão que esse evangelho nada mais é do que o velho sonho americano renovado com roupagem bíblica. 

De acordo com Don McConnell, “a doutrina da prosperidade é um exemplo grosseiro da acomodação cultural da igreja aos valores mundanos”.1

Warren Wiersbe identifica o “evangelho do sucesso” como aquele que se harmoniza perfeitamente com a sociedade americana que “cultua a saúde, a riqueza e a felicidade”.2 De acordo com Gordon Fee,

O cristianismo americano está sendo rapidamente infectado por uma doença insidiosa, o chamado evangelho da “riqueza e da saúde” — embora contenha bem pouco do caráter do evangelho. Em sua formas mais descaradas… simplesmente diz: “Sirva a Deus e fique rico”… nas mais respeitáveis — mas perniciosas — constroem catedrais de cristal de quinze milhões de dólares para a glória do cristianismo suburbano afluente.3
No livro, Defeating the Dragons of the World [Derrotando os dragões do mundo], Stephen D. Eyre identifica corretamente essa tendência cultural que invadiu a igreja como o “dragão do materialismo”. A respeito de seus efeitos ele escreve: 


O Dragão do Materialismo nos leva à preocupação com o lado material da vida. Todo o nosso tempo, energia e pensamentos ficam concentrados nos aspectos físicos da vida. Nós nos tornamos materialistas na prática. Sabemos que a vida é mais que isso, mas nosso modo de viver mostra que adotamos o credo do Dragão do Materialismo: “Tudo o que importa são as coisas.4
Enquanto o Americano médio conquista sua prosperidade, com toda honestidade, com o suor do trabalho duro — com exceção daqueles que acertam na loteria —, os televangelistas desejam riqueza instantânea pela manipulação de outras pessoas. O evangelho da prosperidade que emerge de seu contexto cultural e é potencializado por meio da televisão deve ser visto como nada menos que um materialismo que se transformou num dragão e ídolo que escraviza seus criadores. Jim Bakker, fundador do ministério PTL e Heritage USA, cujo império entrou em colapso em 1987, mas se arrependeu depois, deu a entender isso numa entrevista à revista Charisma. Ele admitiu que o PTL se havia transformado numa torre de Babel. Além disso, em suas palavras, “permiti que o ministério PTL crescesse de tal maneira que os prédios no Heritage USA tornassem quase mais importantes que a mensagem de Jesus Cristo. Minha visão era tão importante que eu trabalhava dia e noite para manter vivo essemonstro”.5 Dessas raízes, hoje a prosperidade se espalha praticamente pelo mundo todo.

Entre os americanos proeminentes cujo evangelho da prosperidade tem influenciado a igreja na África estão Oral Roberts e seu filho, Richard Roberts, com seu evangelho “sementes de fé”. Depois temos Kenneth e Gloria Copeland, com a heresia evangelho da “recompensa cem vezes maior”; John Avanzini, que apregoa um Jesus riquíssimo; bem como Frederick Price, que afirma que dirige um Rolls Royce porque está seguindo os passos de Jesus.6 Depois há Morris Cerullo e Robert Tilton. A maioria é da tradição televangelista. Outros mestres da fé estreitamente associados com a tradição deles são Kenneth Hagin, Fred Price e Paul Couch. E, mais recentemente, outros incontáveis.
Oral Roberts e seu filho Richard Roberts: O Comboio “Sementes de Fé”
Não há influência maior no surgimento do evangelho da prosperidade na Nigéria que Oral Roberts, cujo ensino foi acolhido e ensinado pelo Bispo Benson Idahosa — o indiscutível pai do evangelho da prosperidade na Nigéria. O princípio da semente de fé de Oral Roberts é baseado num pensamento que ficou claro como cristal para ele no início da década de 1950. O pensamento é: “qualquer coisa que você conseguir conceber, e crer, você pode fazer”.7 De acordo com Roberts,
Senti meu interior começando a se agitar. Sentia-me levantar por dentro. Fiquei entusiasmado quando comecei a ver o significado da ideia que Deus trouxe à minha mente: qualquer coisa que você conseguir conceber, e crer,você pode fazer! Vi que Deus primeiro concebeu o mundo e o homem. Vi que ele creu. E que fé! Deus acreditou no homem o suficiente para criá-lo com o poder de escolher o bem e o mal, de viver de modo positivo ou negativo, de crer ou duvidar, de aceitar Deus ou denunciá-lo.8

Só nesse início Roberts desconsiderou pelo menos dois pontos. Primeiro, não viu que ele não era Deus para conceber “qualquer coisa”. Segundo, fé bíblica não é “conceber qualquer coisa”: é confiar em Deus. Mas foi essa ideia que convenceu Roberts de que “tudo o que Deus faz começa com uma semente plantada”.9 Assim, convenceu-se de que “Deus só pode multiplicar o que você dá. Se você não dá nada, mesmo que Deus queira multiplicar, ainda será nada”.10 Nossos dízimos ou ofertas a Deus são, portanto, SEMENTES DE FÉ. A partir disso Oral Roberts construiu sua doutrina das sementes de fé, com base em “Enquanto durar a terra, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite jamais cessarão” (Gn 8.22).11 Deus só nos dará de volta o tanto que tivermos plantado como sementes. Na semeadura da fé a semente é a oferta. Para Roberts, a oferta semeada é multiplicada e devolvida a nós para que tenhamos “carne” em casa — ou mais do que o necessário para nossas necessidades pessoais. Disso Oral Roberts desenvolveu seu princípio “Espere por um Milagre”, salientando que, por meio da oferta semeada, todos os problemas intransponíveis podem ser solucionados. Em essência, Deus se torna um agente de seguros em quem investimos com expectativas de lucros.
É desse modo que Oral Roberts usou as mídias do rádio e da TV para atrair pessoas para seu ministério. Por meio de seu programa “Expect a Miracle” [Espere um milagre], Oral Roberts divulgou seu princípio de sementes de fé, vendeu lenços especiais como “tecidos de oração” e também “pontos de contato” para milagres. Os que necessitam deles, claro, precisam enviar uma doação. De acordo com Peter Elvy em Buying Time [Tempo de Compras], Oral Roberts também publicou uma edição especial da Bíblia com um comentário de 259 páginas. “Não está à venda. Deus me inspirou a enviá-la como presente a todos os que fizerem um compromisso de semente de fé de US$120 para o trabalho que está em andamento na cidade do Faith Medical e Research Centre [Centro de Medicina e Pesquisa Fé], onde medicina e orações se combinam para a cura de milhões”.12
Em seu livro Ashes to Gold [De Cinza para Ouro], Patti Roberts comparou as táticas do ex-sogro à prática de venda de indulgências de João Tetzel.13 Em contraste com Tetzel, que oferecia salvação em troca de dinheiro, Oral Roberts apelava às necessidades das pessoas por meio de seu princípio de sementes de fé.
Aconteceu de eu estar vivendo nos Estados Unidos no auge dos escândalos dos televangelistas na década de 1980. Ali, em janeiro de 1987, Oral Roberts disse a seus seguidores que se não levantasse um total de 8 milhões de dólares até março, Deus tomaria sua vida até 1º. de abril. Mídias cristãs e seculares divulgaram isso. Um jogador acabou salvando-o de ser levado por Deus. Oral Roberts é tão controlado por seus métodos para levantar fundos que às vezes recorre a ameaças. Numa conferência em 1992, diz-se que ele teria pronunciado estas palavras:
Alguns que estão assistindo este ministério no ar prometeram uma grande soma [de dinheiro] para Deus. E vocês agem como se tivessem ofertado, mas não pagaram. Vocês estão tão perto de mentir para o Espírito Santo, que em poucos dias estarão mortos, a menos que paguem o valor que Deus disse. E alguém aqui está captando a mensagem. Você está no limiar de mentir para o Espírito Santo. Não minta para o Espírito Santo. Falou o profeta.14

Notas

1 Dan McConnell, The Promise of Health And Wealth (Londres: Hodder and Stoughton, 1990) p. 183.
2 Warren W. Wiersbe, The Integrity Crisis (Nashville: Oliver Nelson Books, 1988) p. 52; A Crise de Integridade (São Paulo: Vida, 1997).
3 Gordon Fee, “The Cult of Prosperity”, p. 13 conforme citado por Dan McConnell, The Promise of Health And Wealth, p.170.
4 Stephen D. Eyre, Defeating the Dragons of the World: Resisting the Seduction of False Values (Downers Grove, IL.60515, USA Inter-Varsity Press., 1987) p. 28.
5 Jim Bakker numa entrevista a Charisma, (February 1997) p. 48.
6 Veja Hank Hanegraff, Christianity in Crisis, (Milton Keynes, Inglaterra: Nelson Word Ltd., 1995), p. 187.
7 Oral Roberts, Miracle of Seed-Faith (Tulsa, Oklahoma: Oral Roberts Evangelistic Association, Inc., 1970), p. 11.
8 Ibid., p. 11.
9 Ibid., p. 13.
10 Ibid., p. 30.
11 Ibid., p. 31.
12 Peter Elvy, Buying Time — the Foundations of the Electronic Church (Essex, Inglaterra: McCrimmon Publishing Co Ltd, 1986), p. 81.
13 Patti Roberts e Sherry Andrews Ashes to Gold (Waco, Texas: Word Books, Publisher, USA 1983).14 Oral Roberts, apresentação na Conferência Carismática Mundial, Melodyland Christian Center. Anaheim, CA (7 August 1992) conforme citado por Hank Hanegraaff em Christianity in Crisis, (Milton Keynes, Inglaterra, 1995), p. 198; Cristianismo em crise: um câncer está devorando a Igreja de Cristo: ele tem de ser extirpado! (Rio de Janeiro: CPAD, 2004).


Fonte: Lausanne por Femi Adeleye

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ansiedade, uma ameaça à nossa vida

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Você é uma pessoa ansiosa? A ansiedade tem tomado conta da sua vida nos últimos dias? Você é daquilo tipo de gente, que vive roendo as unhas? Antecipando os problemas? Os problemas ainda estão longe e você pensa que eles estão batendo à sua porta? 

Sofrendo antes dos problemas e até criando problemas? Você sofre pensando no que vai comer, no que vai vestir? Onde vai morar? Onde vai trabalhar? Onde seu filho vai estudar? Como vai ser sua aposentadoria? E se você ficar doente? E se alguém da sua família morrer?

A ansiedade é o mal deste século. Atinge a homens e mulheres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. As pessoas andam com os nervos à flor da pele. São como um vulcão prestes e entrar em erupção. São como um barril de pólvora prontas para explodir.
As causas de ansiedade:
a. Ameaça – Tem muita gente ansiosa pela ameaça de uma doença. Ficam ansiosas só em pensar em ficar doentes. Outras têm medo de morrer. Ficam perturbadas só em pensar em morrer. Um amigo meu chorava muito e eu lhe perguntei: Por que você está chorando? Eu tenho medo de perder minha mãe? Ela está doente? Não, mas eu choro só em pensar que um dia ela vai morrer. Outras sentem-se ameaçadas pelo medo da solidão. Outras sentem-se inseguras de perder o emprego.
b. Medo – O medo é mais do que um sentimento, é um espírito (2 Tm 1:7). Medo de não casar, medo casar e medo de divorciar; medo da vida e medo da morte; medo da solidão e medo da multidão; medo do hoje e medo do amanhã; medo do conhecido e medo do desconhecido.
4. Há vários efeitos da ansiedade:
a. Reações Físicas – Mais de 50% das doenças são psicossomáticas. As pessoas estão buscando uma paz química. Vivemos o hoje o império do calmantes. As pessoas dormem um sono artificial. A Bíblia diz que “o ânimo sereno é a vida do corpo” (Pv 14:30).
b. Reações Espirituais – A ansiedade nos afasta de Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé. A ansiedade é o útero onde é gestada a incredulidade.
O QUE NÃO É ANSIEDADE?
1. Não é desprezar as necessidades do corpo – Jesus nos ensinou a orar: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Mas, o mundo está adotando um conceito reducionista, degrando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único objetivo da vida.
2. Não é proibir a previdência quanto ao futuro – A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construíndo ninhos e alimetando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a preocupação ansiosa. O apóstolo Paulo aconselha: “Não andeis ansiosos de coisa alguma…” (Fp 4:6-7). O apóstolo Pedro exorta: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).
3. Não é estar isento de ganhar a própria vida – Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados, dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar. Cristo usou o exemplo das aves e das plantas: ambos trabalham. Os pássaros buscam o alimento que Deus proveu na natureza. As plantas extraem do solo e do sol o seu sustento.
4. Não é estar isento de dificuldades – Estar livre de ansiedade e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, ele não nos isenta de aflições e apertos, inclusive financeiros.
O QUE É ANSIEDADE?
1. A ansiedade é destrutiva 
A palavra ansiedade (v. 22) significa RASGAR. A palavra inquietação (v. 29) signica CONSTANTE SUSPENSE.
 Essas duas palavras eram usadas para descrever um navio surrado pelos ventos fortes e pelas ondas encapeladas de uma tempestade. A palavra ansiedade vem de uma velha palavra anglo-saxônica que significa ESTRANGULAR. Ela puxa em direção oposta. Gera uma esquizofrenia existencial. Corrie Ten Boon disse que a ansiedade não esvazia o amanhã do seu sofrimento, ela esvazia o hoje do seu poder.

Ansiedade é ser crucificado entre dois ladrões:
 1) O ladrão do remorço em relação ao passado e
 2) O ladrão da preocupação em relação ao futuro – O apóstolo Paulo venceu esses dois ladrões da alegria: “Esquecendo-me das coisa que para trás ficaram….Não andeis ansiosos de coisa alguma…”.
2. A ansiedade é enganadora
A ansidade tem o poder de criar um problema que não existe – Muitas vezes sofremos não por um problema real, mas um problema fictício, gerado pela nossa própria mente perturbada. Os discípulos olharam para Jesus andando sobre as águas, vindo para socorrê-los e cheios de medo pensaram que ele era um fantasma.
A ansiedade tem o poder de aumentar os problemas e diminuir nossa capacidade de resolvê-los – Uma pessoa ansiosa olha para uma casa de cupim e pensa que está diante de uma montanha intransponível. As pessoas ansiosos são como os espias de Israel, só enxergam gigantes de dificuldades à sua frente e vêem a si mesmos como gafanhotos. Davi e os soldados de Saul. Todos vêem o gigante, Davi olha a vitória. Geazi olhou os inimigos e ficou com medo, Eliseu olhou com outros olhos.
A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos de Deus e colocá-los nas circunstâncias – A ansiedade é um ato de incredulidade, de falta de confiança em Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé.
A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos da eternidade e colocá-los apenas nas coisas temporais – Uma pessoa ansiosa restringe a vida apenas ao corpo e às necessidades físicas. Jesus disse que aqueles que fazem provisão apenas para o corpo e não para a alma são loucos. John Rockefeller disse que o homem mais pobre é aquele que só tem dinheiro.
3. A ansiedade é inútil – v. 25
Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação, segundo Jesus, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. A ansiedade nos mata pouco a pouco. Ela rouba nossas forças, mata nossos sonhos, mina a nossa saúde, enfraquece a nossa fé, tira a nossa confiança em Deus e nos empurra para uma vida menos do que cristã.
Os hospitais e as sepultas estão cheios de pessoas ansiosas. A ansiedade mata! O sentido da palavra ansiedade é estrangular, é puxar em direções opostas. Quando estamos ansiosos teimamos em tomar as rédeas da nossa vida e tirá-las das mãos de Deus.
A ansiedade nos leva a perder a alegria do hoje por causa do medo do amanhã. As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimentos, dinheiro, casamento, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão. A ansiedade é incompatível com o bom senso. É uma perda de tempo. Precisamos viver um dia de cada vez. Devemos planejar o futuro, mas vivermos ansiosos por causa dele.
Preocupar com o amanhã não nos ajuda nem amanhã nem hoje. Se alguma coisa nos rouba as forças hoje, significa que vamos estar mais fracos amanhã. Significa que vamos sofrer desnecessariamente se o problema não chegar a acontecer e vamos sofrer duplamente se ele chegar.
4. A ansiedade é cega – v. 23
A ansiedade é uma falsa visão da vida, de si mesmo e de Deus. A ansiedade nos leva a crer que a vida é feita só daquilo que comemos e vestimos. Nós ficamos tão preocupados com os meios que nos esquecemos do fim da vida, que é glorificar a Deus.
A ansiedade não nos deixa ver a obra da providência de Deus na criação. Deus alimenta as aves do céu. Os corvos não semeiam, não colhem, não têm despensa (provisão para uma semana) nem celeiro (provisão para um ano).
Vejamos alguns dos argumentos de Jesus contra a ansiedade:
Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida e se o nosso corpo é mais do que o alimenta e as vestes, ele nos dará alimentos e vestes – v. 22-23 – Deus é o responsável pela nossa vida e pelo nosso corpo. Se Deus cuida do maior (nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)
Do menor para o maior. As aves e as flores como exemplo – v. 24,27 – Martinho Lutero disse que Jesus está fazendo das aves nossos professores e mestres. O mais frágil pardal se transforma em teólogo e pregador para o mais sábio dos homens, dizendo: Eu prefiro estar na cozinha do Senhor. Ele fez todas as coisas. Ele sabe das minhas necessidades e me sustenta. Os lírios se vestem com maior glória que Salomão. Valemos mais que as aves e os lírios. Se Deus alimenta as aves e veste os lírios do campo, não cuidará ele de seus filhos? O problema não é o pequeno poder de Deus; o problema é a nossa pequena fé (v. 28).
5. A ansiedade é incrédula – v. 30
A ansiedade nos torna menos do que cristãos. Ela é incompatível com a fé cristã. Ela nos assemelha aos pagãos. A ansiedade não é cristã. Ela é gerada no ventre da incredulidade, ela é pecado.
Quando ficamos ansiosos com respeito ao que comer, ao que vestir e coisas semelhantes nós estamos vivendo num nível inferior aos dos animais e das plantas. Toda a natureza depende de Deus e Deus jamais falha. Somente os homens quando julgam depender do dinheiro se preocupam e o dinheiro sempre falha.
Como nós podemos encorajar as pessoas a colocarem a sua confiança em Deus com respeito ao céu, se nós não confiamos em Deus nem em relação às coisas da terra. Um crente ansioso é uma contradição. A ansiedade é o oposto da fé. É uma incoerência pregar a fé e viver a ansiedade.
Peter Marshall diz que as úlceras não deveriam se tornar o emblema da nossa fé. Mas geralmente, elas se tornam!
A ansiedade nos leva a perder o testemunho cristão. Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios e dos pagãos, daqueles que não conhecem a Deus. Mas um filho de Deus, tem convicção do amor de Deus e do cuidado de Deus (Rm 8:31-32).
COMO VENCER A ANSIEDADE
1. Saber que Deus é nosso Pai e ele conhece todas as nossas necessidades – v. 30
Vencemos a ansiedade quando confiamos em Deus (v. 28). A fé é o antídoto para a ansiedade. Deus nos conhece. Ele nos ama. Ele é o nosso Pai. Ele sabe do que temos necessidade. Se pedirmos um pão, ele não nos dará uma pedra; se pedirmos um peixe, ele não nos dará uma cobra. Nele vivemos e nele existimos. Ele é o Deus que nos criou. Ele é o Deus que nos mantém a vida. Ele nos protege, nos livra, nos guarda, nos sustenta.
O apóstolo nos ensinou a vencer a ansiedade orando a Deus (Fp 4:6-7). A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado. Quando olhamos para a vida na perspectiva de Deus, a nossa mente é guardada pela paz de Deus. Quando alimentamos nossos sentimentos com a verdade de que Deus conhece as nossas necessidades e as supre, então a paz de Deus guarda o nosso coração.
A paz é uma sentinela que guarda a cidadela da nossa alma.
Saiba que o nosso Deus é o Jeová Roí, Jeová Jirá, Jeová Shalom, Jeová Shamá, Jeová Rafá, Jeová Nissi. Ele cuida de nós. Exemplo: George Muller e o orfanato sustentado pela fé.
2. Saber que Deus já se agradou em nos dar o seu Reino – v. 32
Devemos saber que Deus já nos deu coisas mais importantes do que bens materiais. Deus já nos deu tudo. Ele nos deu o seu Filho. Deu-nos a salvação. Deu-nos o seu Reino. Nós somos ovelhas do seu rebanho, filhos da sua família, servos do seu Reino. Se ele já nos deu o maior, não nos daria o menor. “Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8:32).
Deus nos amou com amor eterno. Ele nos enviou seu Filho unigênito. Ele provou o seu amor por nós quando enviou o seu Filho para morrer em nosso lugar, para nos dar o Reino.
3. Saber que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades – v. 31
Aqui temos uma ordem e uma promessa. A ordem é buscar o governo de Deus, a vontade de Deus, o reinado de Deus em nossos corações em primeiro lugar. Deus e não nós, deve ocupar o topo da nossa agenda. Os interesses de Deus e não os nossos devem ocupar a mente e o nosso coração. Somos desafios a buscar o governo e o domínio de Cristo em todas as áreas da nossa vida: casamento, lar, família, vida profissional, lazer.
A promessa é que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades. “Todas as essas coisas vos serão acrescentadas”. Ele faz hora extra em favor dos seus filhos. Ele trabalha em favor daqueles que nele confiam.
4. Saber que devemos mudar o rumo dos nossos investimentos – v. 33-34
O nosso problema não é a busca do prazer, mas o contentamento com um prazer muito pequeno. Deus deve ser o nosso maior prazer. Nada menos do que Deus e seu Reino devem ocupar a nossa mente e o nosso coração. O nosso problema não é fazer investimentos, mas fazer investimentos errados. Somos desafiados a buscar uma riqueza que não perece. A ajuntar tesouros não na terra. A colocarmos nosso dinheiro, nossos bens, nossa vida a serviço de Deus e do seu Reino, em vez de vivermos ansiosos ajuntando tesouros para nós mesmos.
No Reino de Deus você tem o que você dá e perde o que você retém. No Reino de Deus há ricos pobres e pobres ricos. A grande questão é onde está o nosso tesouro. Se ele estiver nas coisas, então iremos fazer um investimento errado e vivermos ansiosos. Mas o nosso tesouro estiver no céu, no Reino de Deus, então, buscaremos esse Reino em primeiro lugar e viveremos livres de ansiedade para nos alegrarmos em Deus e deleitarmo-nos nele para sempre.
Este artigo foi escrito por Pr. Hernandes em 4 de outubro de 2013 com adaptações do texto.