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    sábado, 20 de novembro de 2010

    Pornografia na internet

    David Clark é consultor na área de tecnologia, inteligência artificial e análise de riscos – sua empresa presta serviços para os governos dos EUA e do Reino Unido. Clark serviu por muitos anos como membro do Conselho da Editora britânica Evangelical Press e faz parte do conselho editorial do ministério Christian Hymns.

    Esta é a quarta parte de uma série de 8 artigos de David Clarck intitulada: O que todos os pais deveriam saber sobre a Internet.



    Nos últimos três artigos, consideramos os aspectos da Internet que possuem ramificações tanto positivas quanto negativas. Infelizmente, não há como escapar do assunto que precisamos considerar agora. Não há benefício algum nele, apenas pecaminosidade, trevas e os malefícios que destroem vidas. Ninguém que possua uma conta de e-mail ou tenha navegado na Internet por mais do que alguns minutos escapa das trevas intrusivas que esse pecado e essa indústria dirigida pelo dinheiro têm lançado sobre nós. Vários sites oferecem um certo anonimato ao usuário, o que lhe dá mais coragem para acessá-los. É preciso muito cuidado com sites de avatares e personagens virtuais, como o Second Life e seus diversos mundos, especialmente o Zindra. Second Life não é um lugar para crentes e mostra como o coração não alcançado pela luz do evangelho se inclina naturalmente para o mal.

    A pornografia arruína vidas

    Não nos enganemos quanto a isso, esse mal tem tudo a ver com dinheiro. A indústria da pornografia online gera dez bilhões de dólares por ano.[i] Essa é uma indústria que causa vício e dependência profunda, tira vantagem de nossos desejos pecaminosos, faz dos fracos sua presa e destrói vidas.

    Sr. “J”, um homem de 26 anos, viciado em pornografia na Internet, declarou:

    “Vou ao trabalho, vou ao colégio e gasto tempo com minha família. As pessoas ao meu redor não sabem que sou a casca de uma pessoa. Elas não têm idéia de que sinto que minha vida não vale a pena ser vivida... Eu me consumi cada vez mais vendo pornografia na Internet por horas a fio... Tornei-me cada vez mais irado com o mundo... Não há como desfazer isso agora. A única coisa que me alivia a dor, me leva ainda mais para baixo nesse buraco... Arruinei minha vida e o fiz no dia em que me sentei em frente ao meu computador novamente”.[ii]

    Respondendo ao Sr. “J”, Max comentou:

    “Que história triste. Posso sentir a dor dele agora. Fui viciado em pornografia. Sei o quanto isso é destrutivo. Ela não lhe permite pensar em outra coisa e o arruína aos poucos, mental e fisicamente. Os viciados em pornografia não se interessam por coisa alguma, nem mesmo gostam de se socializar. O mundo passa a ser um inferno para eles. Esse sentimento os leva à depressão – você pára de acreditar em si mesmo e sente-se como um criminoso o tempo todo. Resumindo, isso destrói sua vida”.

    Estatísticas

    A pornografia é facilmente encontrada na Internet. Eis algumas estatísticas:

    Há 4,2 milhões de websites pornográficos na rede (12% do total de websites).

    Todos os dias, uma em cada quatro buscas (68 milhões) e dois bilhões e meio de e-mails (8% do total de e-mails ou 4,5 e-mails para cada usuário de Internet) são sobre pornografia.[iii]

    A média de idade para que alguém se exponha à pornografia na Internet é de 11 anos.[iv]

    90% das pessoas entre 8 e 16 anos que têm visto pornografia online o fizeram principalmente enquanto realizavam as tarefas escolares.

    As igrejas não estão imunes

    John Steley é um psicólogo que contribuiu muito para o último artigo desta série e também dá palestras no London Theological Seminary sobre abuso na Internet. Em seu fascinante artigo, ele escreve: “Trabalho com pessoas de um grande número de igrejas cristãs e sociedades missionárias, incluindo as evangélicas conservadoras. O que ouvi daqueles a quem encontrei levou-me a concluir que o uso da pornografia na Internet é um problema significativo na igreja hoje. Nenhum de nós deveria se considerar imune a essa tentação”.[v]

    Outras pesquisas têm confirmado isso. Um relatório recente, tendo como referência os Estados Unidos, concluiu que as “assinaturas em sites pornográficos são mais predominantes onde as pesquisas indicam haver posições mais conservadoras em relação à religião, gênero, papéis sociais e sexualidade”.[vi] Ironicamente, o relatório afirma que “em tais regiões, aos domingos, há uma proporção estatisticamente menos significativa de assinaturas”!

    Esse problema não se restringe aos homens. Uma em cada seis mulheres (17%), incluindo mulheres crentes, luta com o vício em pornografia.[vii]

    Nem mesmo os pastores estão imunes a isso. Uma organização dedicada a ajudar crentes que sofrem com a pornografia na Internet informou que 53% dos homens crentes consomem pornografia; 51% dos pastores afirmam que a pornografia é uma tentação, enquanto que 37% deles dizem que isso é uma luta atual, e 18% dos pastores vêem pornografia algumas vezes por mês.[viii] Outros estudos confirmam esse problema. Uma pesquisa na Internet, conduzida por Rick Warren, da igreja Saddleback, em 2002, descobriu que 30% de 6000 pastores haviam visto pornografia na Internet nos 30 dias anteriores à pesquisa.[ix]

    Não basta enterrar nossas cabeças na areia e fingir que a pornografia na Internet acontece em “algum lugar”. Não podemos nos esconder por detrás da fachada de que, porque somos “Crentes Reformados”, isso não pode afetar a nós ou a nossa igreja. A privacidade que a Internet oferece cria a oportunidade para se visitar sites pornográficos sem que mais ninguém o saiba. Quantos de nossos membros de igreja, pastores, jovens, diáconos, presbíteros e líderes de jovens escondem um vício secreto? Podemos dizer realmente que estamos imunes a isso?

    A World Magazine, uma publicação semanal reformada, dos Estados Unidos, relatou sobre o “Sr. Burgin”, que durante 20 anos, freqüentou a igreja e foi pastor. Ele era “confiável, respeitável e parecia ter uma reputação impecável”. Mas por debaixo da grossa camada do verniz das orações serenas e sermões doutrinariamente sadios, esse pastor conservador abrigava um monstro. “Eu era um mestre da duplicidade” – afirmou Sr. Burgin sobre seu vício em pornografia na Internet. Durante todo o seu ministério e até mesmo antes dele, Sr. Burgin caía silenciosamente num círculo de vergonha, arrependimento e quebra de promessas... Apesar de sua consciência repleta de culpa, Sr. Burgin pregava com freqüência sobre pureza sexual, passando por esses sermões sem ser descoberto. Ele disse: “Eu deixava isso num compartimento de minha mente”. “Racionalizava e subestimava a questão”. Quando foi descoberto, perdeu sua família e seu ministério, sua reputação foi desonrada, e o Sr. Burgin voltou-se para a igreja, a fim de obter ajuda, mas pouco encontrou. Ele afirmou: “As igrejas não sabem como lidar comigo”.[x]

    Uma resposta positiva da igreja Carey Baptist, na cidade de Reading

    Numa sociedade onde se estima que 70% dos homens e 21% das mulheres lutam com a pornografia online, não é de surpreender que os líderes eclesiásticos se deparem com um bom número de crentes, principalmente homens, que desejam ajuda nessa questão. Alguns deles são membros que ficaram viciados em pornografia na Internet no passado e não desejam voltar a esse caminho novamente; outros são aqueles que querem se manter puros em meio aos ataques violentos da época. Ambos os grupos devem ser elogiados e encorajados.

    Assim como muitas igrejas, a igreja Carey Baptist, em Reading, recomenda que aqueles que desejam ajuda inscrevam-se no programa Covenant Eyes (Aliança com os Olhos). Iniciado em março de 2000, esse programa ajuda as pessoas a permanecerem puras enquanto estão online, monitorando seu uso da Internet e enviando um relatório por e-mail a um amigo, a quem devem prestar contas de todos os web sites visitados. Esse amigo pode ser um pastor, um presbítero, um líder de jovens ou um parente. A idéia é que se o usuário souber que o parceiro a quem prestas contas seguirá seu rastro no uso da Internet, será menos provável que ele visite sites questionáveis. Recomendamos esse esquema por que:

    É barato.

    É difícil de ser ignorado.

    Os relatórios podem ser enviados semanalmente ao amigo a quem se prestas contas, possibilitando uma ajuda pastoral imediata, caso haja um deslize.

    É baseado no princípio bíblico de que os crentes prestam contas a Deus e uns aos outros.

    Desejamos fazer tudo quanto pudermos para ajudar os outros a buscarem a santidade.

    Estamos certos de que Jó (Jó 31.1) e, mais importante ainda, Jesus, estimulariam as pessoas a usarem esse esquema.

    Basil Howlet

    A revista Christianity Today concorda: “não suponha que a pornografia não seja um problema na igreja. Um líder evangélico era cético quanto às descobertas das pesquisas de que 50% dos homens crentes haviam olhado pornografia havia pouco tempo. Então, fez uma pesquisa em sua própria igreja. Ele descobriu que 60% deles havia feito isso no ano anterior, e 25% deles, nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Outras pesquisas revelam que um a cada três visitantes de websites adultos são mulheres”.[xi]

    Como podemos reagir a isso?

    Ao considerarmos essa área, percebemos que a pornografia, em todas as suas formas, baseada na Internet ou não, é errada. E há princípios bíblicos que devem ser aplicados a ela:

    Auto-exame. Talvez, isso não seja enfatizado devido ao medo da introspecção ou da obsessão moderna pelo eu. No entanto, na Bíblia, somos chamados a “examinar a nós mesmos” (1 Co 11.26; Gl 6.4). Se tivermos uma fraqueza particular, a Bíblia nos diz para fugirmos dela (1 Co 6.18; 1 Tm 6.11). A descrição do pecado em Tiago 1.14 e 15 fala de sermos “atraídos e seduzidos” pela nossa própria cobiça. Se o pecado da imoralidade sexual ou da pornografia é uma fraqueza particular para nós, em primeiro lugar, devemos reconhecê-lo, depois, buscar ajuda ou nos afastar de qualquer coisa que possa nos levar a esse pecado particular, inclusive da Internet.

    Domínio próprio. Como dissemos nos artigos anteriores, a graça cristã do domínio próprio aparece na lista daquilo que devemos associar à nossa fé (2 Pe 1.6). Vez após vez, nas Escrituras, bem como na vida cotidiana, temos exemplos de pessoas que caíram no pecado devido à falta de domínio próprio. O problema do domínio próprio na área da conduta sexual pode afetar até a melhor das pessoas. O rei Davi era conhecido como servo de Deus (At 4.25), mas até mesmo ele foi vencido por seus desejos sexuais por Batseba (2 Sm 11) e por sua falta de domínio próprio nessa questão.

    Prestação de contas. Vivemos numa era em que nos dizem que “seja o que for que alguém faça na privacidade de seu lar” é problema dele. Na mente de alguns, a pornografia na Internet é justificável porque “não prejudica ninguém” e é algo feito na privacidade do lar. Entretanto, como já vimos, isso simplesmente não é verdade. A Bíblia nos diz que devemos prestar contas a Deus de nossos pensamentos, palavras, obras ou falta de ação (Mt 12.36; Rm 14.12). Além disso, a igreja do Novo Testamento enfatiza a idéia da mútua prestação de contas. Não somente os presbíteros prestarão contas pelo modo como lideram a igreja local (Hb 13.17), mas também nós somos encorajados a confessar “nossos pecados uns aos outros” e a orar “uns pelos outros” (Tg 5.16). Somos uma família de crentes, todos nós dependemos uns dos outros (1 Co 12). Devemos desenvolver uma sinceridade familiar uns com os outros, um desejo de compartilhar, de ajudar e, o mais difícil, uma disposição para sermos ajudados. A força da mútua prestação de contas é uma área reconhecida até mesmo por organizações seculares, como os Alcoólatras Anônimos, como sendo um “sistema companheiro” e, poderíamos dizer que um sistema responsável por grande parte do sucesso dessa organização.

    Conselhos práticos

    Encontre um “companheiro, um amigo”... A idéia de ter de prestar contas uns aos outros ofende a cultura predominante. No entanto, conforme temos visto, ela é um conceito bíblico. Talvez o cônjuge, um amigo íntimo ou alguém na igreja possa agir como um “companheiro”. Uma boa ilustração de como isso se dá na prática pode ser vista na igreja Carey Baptist (veja o quadro acima).

    Proteja o computador... Uma das revelações mais preocupantes foi a história de um homem acusado por pornografia infantil porque foram encontradas fotos indecentes em seu computador. Na verdade, elas haviam sido armazenadas lá por um pedófilo, que usou um vírus para infectar o computador dele, de modo que pudesse armazenar suas fotos e, assim, livrar-se do risco de ser encontrado na posse desse material.[xii] A melhor maneira de conter esse problema é ter um programa antivírus em cada computador, mantê-los atualizados e certificar-se de que o firewall está ativado – este já vem integrado nos computadores Windows e Apple Mac.

    Instale um filtro familiar... Este é um tipo de software que filtra sites com conteúdo pornográfico ou indesejável. O software “Covenant Eyes” é um exemplo especializado desse tipo de filtro. Outros incluem um grande número de produtos comercializados, como o Net Nanny e o SafeEyes.

    Mantenha distância... Para alguns, a resposta talvez seja ficar longe dos computadores. Entender a nós mesmos e às nossas falhas particulares é importante nessa questão. Se você ou alguém que você conhece tem esse tipo de falha, eu gostaria de encorajá-lo a orar, a buscar aconselhamento (talvez com seu pastor, presbítero ou com um amigo crente) e a confiar no maravilhoso e vivo Salvador, que o sustém e nunca o desapontará...

    No próximo artigo, consideraremos como as empresas (grandes e pequenas) usam a Internet para comprar e vender produtos, inclusive as práticas duvidosas como o “marketing de vírus”. Você ficará surpreso sobre o quanto elas sabem a seu respeito...

    Fonte:Editora Fiel
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