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    domingo, 19 de abril de 2015

    Pode um crente casar com um incrédulo?


    O título pode parecer arcaico, mas é proposital.

    Em primeira instância me parece que nessa questão, a postura relativista e democrática da Igreja em nada ajudou.

    Começamos a suportar o fato, achando que o crente ganharia o descrente para Jesus, e por fim, salvo raríssimas exceções, perdemos gente boa para o mundo, e olhe lá se não foi com um casamento já acabado, envergonhando assim o evangelho.

    Antes de registrar mais detalhes sobre o assunto observando minha experiência pastoral, quero reviver o conselho ministrado pelo Apóstolo Paulo à Igreja de Corinto:

    Exortação à santidade
    Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado. Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disso (falo como a filhos), dilatai-vos também vós. Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso. 2º Coríntios 6: 11-18.

    Analisemos que o apóstolo exorta a Igreja sobre esse assunto, tratando-o como uma questão de santidade, senão observe o título da passagem.

    Vejamos que o apóstolo Pedro ao tratar do mesmo tema, coloca a OBEDIENCIA como uma espécie de ante sala da santidade, senão vejamos:

    Exortação à santidade
    Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. I Pedro 1: 15,16.

    Não há o que se questionar. Obedecemos a Palavra ou estamos fora dela e não alcançamos a santidade.

    Os tempos modernos trouxeram certa frouxidão na aplicação das disciplinas na Igreja. Isso favoreceu o relativismo e, como conseqüência surgiram os maus resultados na vida das ovelhas.

    O que parece ser cômodo agora, ou seja, deixar que os crentes façam o que bem entendem, no afã de não contestá-los ou entristecê-los, com certeza trará sérios transtornos e prejuízos para eles mesmos no amanhã.

    A Bíblia diz:

    Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é bem-aventurado. Provérbios 9: 18.

    Quando a Igreja tratava esse assunto como uma questão de santidade e, portanto com severidade, qualquer jovem que insistisse em namorar com alguém de fora após ser aconselhado, ficava automaticamente suspenso da comunhão e de qualquer participação, mesmo as mais simples como cantar em grupos oficiais. Isso acontecia como disciplina corretiva. Quem tivesse maior interesse nas coisas de Deus, se consertava e ficava no seu lugar esperando no Senhor.

    A partir do momento em que relativizamos o assunto, entendendo que cada caso é um caso, passamos a conviver com verdadeiros engodos no seio da Igreja.

    Muitos, para não passarem a vergonha de não poderem ter suas cerimônias religiosas celebradas no templo, simularam conversões, batismos e até outras atitudes de seus futuros cônjuges, apenas “para inglês ver”. Depois de algum tempo, o que sobrou foi apenas a triste realidade dos fatos. Escândalos, separações e até mesmos jovens nascidos e criados no Evangelho, desviando-se dos caminhos do Senhor para manterem seus casamentos. Uma verdadeira miséria de caráter espiritual. O que começa errado, normalmente termina também errado.

    JUGO DESIGUAL ALÉM DOS HORIZONTES DA FÉ.

    Quando Paulo se refere ao JUGO DESIGUAL na questão da fé, deixa implícito que JUGO DESIGUAL é JUGO DESIGUAL em qualquer situação. Na condição de orientador espiritual, o apóstolo estava ensinando sobre o que lhe era pertinente, no entanto, o tema JUGO DESIGUAL, ultrapassa os horizontes da fé.

    Ainda que entenda que nem todas as variantes deste assunto sejam uma tese concluída como o é no caso da fé, ainda assim considero essencial que jovens ou pessoas que pretendem se casar considerem com carinho as diversas situações possíveis de JUGO DESIGUAL. As mesmas poderão trazer sérias conseqüências futuras ao casamento, senão o próprio fim da relação conjugal.

    A guisa de colaboração, registro algumas diferenças que podem ser problema até mesmo quando ambos confessam a mesma fé, como por exemplo: Condição financeira, cultura, grau de educação, currículo familiar, divergências ministeriais, diferença na idade e outras mais.

    Quaisquer diferenças que possam trazer problemas são uma espécie de JUGO DESIGUAL, que deve ser colocado na mesa e na balança antes do casamento. É necessária uma conversa franca e aberta. Não se pode simplesmente “empurrar com a barriga”.

    No início do relacionamento, tudo é tolerável, porém, oJUGO DESIGUAL nos casos que acima citei, não há como se resolver simplesmente com atração física. Com o passar do tempo, é natural que a química relacional se estabilize, e aí esse tipo de JUGO DESIGUAL só pode ser tolerado com muito AMOR. É necessário conviver com as diferenças. Por isso a hora de pesar os prós e os contras é exatamente antes do casamento.

    Quanto à questão da fé não há o que se discutir.

    A Bíblia diz:

    NÃO.

    E quem desobedece a Palavra de Deus em qualquer questão está em pecado.

    Com carinho pastoral, no amor do Mestre,

    Pr. Carlos Roberto

    Fonte: Point Rhema
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