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    terça-feira, 29 de outubro de 2019

    Você é uma Pessoa Tóxica?

    Por definição, tóxico é uma substância que produz efeitos nocivos no organismo, algo com propriedade de envenenar ou causar mal ao corpo. Geralmente o termo é empregado para descrever objetos inanimados, mas também pode ser usado para se referir a pessoas. De fato, há pessoas cujas palavras, ações e reações acabam produzindo efeitos danosos à família, aos amigos e, principalmente, à igreja de Cristo.
    Essa constatação não deveria nos surpreender, pois a Bíblia contém muitos exemplos a esse respeito. Os fariseus com suas acusações a Jesus (Mt 9.34 e 12.14), os falsos mestres com suas “heresias destruidoras” (2Pe 2.1) e até Pedro que, com sua imprudência, tentou desestimular Jesus de sua vocação quanto à obra redentora (Mt 16.22). A verdade é que há pessoas tóxicas em todos os lugares, até na comunhão dos santos. O pior de tudo é que essas pessoas não percebem que o são. Elas estão tão preocupadas consigo mesmas que não conseguem refletir no que o seu proceder e suas palavras causam nas pessoas ao redor.
    Abaixo, há uma relação de sete características que acabam “envenenando relacionamento” e causam mal aos demais membros do organismo. Embora essa relação não seja exaustiva, ela é certamente representativa e por isso é útil para uma autoanálise daqueles que verdadeiramente querem representar Cristo em suas interações pessoais.
    1. Pessoas tóxicas são egocêntricas. Elas se preocupam apenas com seus direitos, sentimentos pessoais e desejos dominantes do seu coração. Embora não afirmem, parecem agir como se fossem as únicas pessoas no universo. Para elas, os outros só existem para servi-las e até Deus é colocado na lista daqueles que devem socorro a elas. Todavia, Paulo exorta o cristão a que “não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação” (Rm 12.3).
    2. Pessoas tóxicas são orgulhosas. Somente elas parecem saber o que é certo e o que deve ser feito e, por isso, acabam desprezando o auxílio de outros ou se achando indispensáveis. Na linguagem bíblica, elas são “sábias aos seus próprios olhos”. Porém, o escritor de Provérbios afirma: “Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele” (Pv 26.12). Por isso, ele aconselha seu leitor: “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal” (Pv 3.7).
    3. Pessoas tóxicas são manipuladoras. Seu modus operandi é levar os outros a fazer o que elas querem. Ou seja, tudo precisa girar em torno da órbita delas. Eles usam outras pessoas para realizar qualquer que seja seu objetivo. Talvez, um dos melhores exemplos bíblicos a esse respeito seja Dalila (Jz 16), que só parecia interessada nos mil e cem ciclos de prata que receberia dos líderes filisteus. Naquele caso, o forte Sansão foi apenas usado e manipulado por ela e o resultado foi de grande sofrimento e vergonha para ele.
    4. Pessoas tóxicas são críticas. Como geralmente são orgulhosas e sábias aos seus próprios olhos, não conseguem distinguir seus próprios defeitos, mas notam os detalhes imperfeitos daqueles que estão ao seu redor. Sempre haverá algo no outro que precisa ser mudado. Como diz a letra da música, “Narciso acha feio o que não é espelho”. Essa atividade de criticar acaba sendo, também, um recurso da pessoa para não considerar/refletir suas próprias falhas. É impossível não emitir julgamentos sobre o outro, mas a Bíblia exorta: “no julgar não transgrida, pois, a sua boca” (Pv 16.10).
    5. Pessoas tóxicas não se desculpam, não pedem perdão. Como elas não conseguem perceber suas falhas, também não se conscientizam que erram. Nesse caso, o argumento usado geralmente é que as outras pessoas a interpretaram mal ou não as compreenderam. Quando isso ocorre na igreja, até acusam os outros de falta de amor, de maturidade espiritual ou até da experiência de conversão. O agravante é que quando não há perdão, Satanás acaba obtendo vantagem sobre os crentes que ignoram suas artimanhas (2Co 2.10-11).
    6. Pessoas tóxicas usam palavras com um tom tóxico. Nesse sentido, os termos usados nem sempre são inapropriados ou negativos em si. Todavia, a tonalidade com a qual a conversação se desenvolve, as expressões de ironia ou o sarcasmo usado fazem com que aquilo que deveria ser um diálogo se torne uma conversação que deixa mal-estar nos interlocutores. O pior é que quando confrontados quanto ao que fazem, a resposta sempre será que o interlocutor é que é hipersensível e não sabe conversar. O crente deve se lembrar do princípio bíblico que “a língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia” (Pv 15.2).
    7. Pessoas tóxicas geralmente são dogmáticas e exageradas. Quem nunca ouviu a expressão: “você é sempre assim”, “você sempre faz isso”, “ninguém presta” ou “todos são iguais”? Além de serem dogmáticas e exageradas, essa fraseologia também é reducionista e normalmente não corresponde à verdade. No caso do crente, essa atitude acaba ofendendo aquele por quem Cristo morreu, o que é fortemente condenado por Paulo (Rm 15.14).
    Certamente, vivendo nesse mundo caído e nos relacionando com pessoas caídas teremos inúmeros momentos e oportunidades de cruzarmos com pessoas tóxicas. Antes, porém, devemos nos contemplar pessoalmente no espelho da Palavra de Deus a fim de julgarmos se não estamos sendo uma dessas pessoas. Caso a resposta seja positiva, é necessário que humildemente corramos para o Santo Espírito suplicando que nos transforme e nos conforme à imagem de Cristo. Logo após, também será necessário procurarmos aqueles que temos ofendido pelo nosso procedimento e pedir o seu perdão e que intercedam por nós para que o Senhor nos use como instrumentos de bênção no relacionamento com outras pessoas.
    Sobre como lidar com pessoas tóxicas, Jesus nos deixou vários exemplos, especialmente no caso de Pedro, quando ele repreendeu o apóstolo que procurava levá-lo a uma atitude de autocomiseração (cf. Mt 16.21-23). Ali, o Senhor distinguiu entre a pessoa de Pedro e a ação de Satanás através dele. Quem falava era Pedro, mas a mensagem era satânica. Com isso o Salvador logo confrontou o erro, não permitindo que ele se alastrasse e evitando trata-lo somente depois de muito tempo. Quando alguém tóxico semeia o veneno pelo seu procedimento, a atitude de amor não é “deixar para lá”, mas ser amorosamente direto com aquela pessoa. Jesus ainda afirmou que o erro de Pedro consistia no fato de ele não levava em “consideração as coisas de Deus, e sim dos homens” (Mt 16.23). A pessoa tóxica apenas expressa uma mentalidade que é mais influenciada pelo mundo, pela sociedade descrente, do que aquela santificada pelo Espírito de Deus que nos faz novas criaturas. No entanto, depois daquele episódio, Jesus não abandonou Pedro e nem desistiu dele. O apóstolo continuou acolhido pelo Senhor e mais tarde foi grandemente usado por ele. Não há razão para abandonar alguém somente porque errou, pois, nenhum de nós atingiu a perfeição.
    Que o Senhor continue a trabalhar misericordiosamente em cada um de nós para sua glória e para o bom relacionamento de sua igreja, que é o seu Corpo!
    Pr. Valdeci Santos Fonte: IPBCAMPOBELO
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